#NovembroNegro – Mês da consciência africana no Brasil

Valeu, Zumbi!
O grito forte dos Palmares
Que correu terras, céus e mares
Influenciando a abolição

Rio, cidade negra!

O Rio de Janeiro é uma cidade negra. Gamboa, Saúde e região portuária já foram conhecidas como Pequena África, pela enorme quantidade de negras e negros escravizados que moravam ali no século 19. Não à toa, a cultura negra é tão marcante hoje no Centro do Rio, nas rodas de samba, no jongo, na capoeira.

Negras e negros são a maior parte da população da cidade do Rio. São 3 milhões de negros e pardos, segundo o Censo de 2010 do IBGE. Mesmo sendo maioria, quem ganha menos são pretos e pardos: os brancos têm um rendimento 2,3 vezes maior. As mulheres negras ganham ainda menos que os homens.

A carne mais barata do mercado é a carne negra

O Brasil é um país extremamente violento. Aqui, mata-se mais do que em países em guerra: de 2004 a 2007, foram 192 mil assassinatos. As vítimas têm idade, gênero e cor. A maior parte, 30 mil por ano, são jovens de 15 a 29 anos. Todos os dias, 82 jovens são mortos no Brasil. Desses, 93% são homens e 77% são negros. Apenas 8% dos casos são levados à Justiça. Estamos vivendo um extermínio dos jovens negros, e os responsáveis não são punidos.

Os autores dos assassinatos são, muitas vezes, policiais. Na cidade do Rio de Janeiro, em dez anos, 5.132 pessoas foram mortas pela polícia. Em 2014, a polícia foi responsável por 15,55% do total de homicídios no Rio de Janeiro. A polícia não pode seguir matando nossa juventude negra!

E aí então jamais tu voltarás ao barracão

Com sua luta, negras e negros conseguiram sair da senzala. E para lá não vão voltar! Algumas medidas já existem para diminuir a desigualdade de oportunidades entre pessoas brancas e negras no país, como as cotas para entrar nas universidades. Atualmente, apesar de ser a maioria da população, só 4% de negros se formam em faculdades.

Além disso, racismo é crime no Brasil. Caso alguém seja discriminado por sua raça, etnia ou por ser de religião de matriz africana, deve ir a uma delegacia registrar um boletim de ocorrência. Se a discriminação ocorrer no ambiente de trabalho, a vítima pode procurar o Ministério Público do Trabalho. Se a discriminação não se referir especificamente a uma pessoa, mas a um grupo, o Ministério Público do Estado deve ser procurado.

“Em cada palma de mão, cada palmo de chão
Semente de felicidade
O fim de toda a opressão, o cantar com emoção
Raiou a liberdade”

#NovembroNegro

*Texto publicado originalmente pelo Núcleo do PSOL Pequena África – Centro/Lapa

PSOL Carioca

Site oficial do Diretório Municipal do Partido Socialismo e Liberdade da Cidade do Rio de Janeiro #50

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