Nota aos militantes do PSOL

Companheiros(as)

Vamos iniciar um processo de discussão interna no PSOL para as convenções partidárias. Consideramos este momento decisivo para o partido. Nesta conjuntura de alta complexidade, de crise profunda, disputas intensas e indefinições conjunturais, a atuação do partido torna-se cada vez mais importante.

No Rio de Janeiro, a crise é ainda mais aguda. O cenário apresenta um ex-governador preso, o atual cassado duas vezes pelo TRE, além de ter as contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas. TCE que, por sinal, teve afastados seis conselheiros, presos na Operação da Polícia Federal batizada de Quinto do Ouro. Mas a população é que mais sofre as consequências: milhares de servidores ativos e aposentados estão sem salários, sem receber o 13º de 2016, a Educação sucateada – a UERJ destruída -, a Saúde um caos, ou seja, um cenário de terra arrasada. O próprio Governador Pezão admite que não sabe se terminará seu mandato.

Por isso, acreditamos que o próximo congresso tem um compromisso com o fortalecimento do partido aqui no Rio de Janeiro e no âmbito nacional. Somos no RJ um partido com três Deputados Federais; cinco Deputados Estaduais; e seis Vereadores na capital – todos muito atuantes. Fortes bancadas foram conquistadas pela militância, por uma linha política correta, e pela consciência da cidadania.

Nas últimas eleições, a candidatura Marcelo Freixo conseguiu avançar além do nosso eleitorado tradicional, obtendo uma expressiva votação em bairros populares da Zona Norte.

No entanto, o partido precisa pensar em uma política voltada para um diálogo mais forte com os moradores da Zona Oeste, Baixada Fluminense, São Gonçalo e interior.

Também identificamos que é necessário fortalecer o partido com maior intervenção na conjuntura. Para isso, é necessário também avançar na organização interna – não podemos mais, entre outros problemas, perder inserções do programa gratuito na TV.

Propomos que, a partir da próxima direção, o grupo de funcionários seja permanente, que cuidem da burocracia/administração. Ou seja, mesmo mudando a direção, esse núcleo trabalhará de forma contínua para dar estabilidade e assim preservar a memória do partido e o funcionamento administrativo.

As finanças devem ser tratadas como uma necessidade fundamental, que seja um compromisso abraçado por todos para o fortalecimento do partido, de maneira que sirva, de forma eficiente, como um instrumento de realização dos objetivos de cada ciclo de gestão.

Estamos comprometidos em avançar nas lutas abertas em todas as frentes, nos movimentos sociais e na construção orgânica do partido.

Para nós, do PSOL, o desafio é a “construção de um caminho que se faz no próprio ato de caminhar”. Fortalecer nossos núcleos de base e instâncias de direção, superar nossa fragilidade organizacional e ainda frágil inserção popular. Fortalecer um diálogo com as forças vivas dos movimentos sociais e com quem tenha, nos partidos, compromisso com a transformação social. Queremos ser um partido plural, coesionado por um programa unitário, que saiba valorizar a riqueza de sua diversidade.

POR ISSO, DEFENDEMOS A CONSTRUÇÃO DE UMA UNIDADE NO CONGRESSO QUE SEJA A MAIS AMPLA POSSÍVEL. QUEREMOS CONSTRUIR UMA CHAPA COM UM PROGRAMA CLARO E OBJETIVOS DEFINIDOS, QUE TRAGAM ESTABILIDADE E COESÃO POLÍTICA, E CONTRIBUAM PARA A AÇÃO DO PARTIDO NESTE MOMENTO HISTÓRICO QUE VIVEMOS, QUANDO ENFRENTAMOS A TURBULÊNCIA DA MAIS PROFUNDA CRISE DA NOSSA HISTÓRIA RECENTE.

ASSINAM:
Deputados Federais: Chico Alencar / Glauber Braga
Deputados Estaduais: Eliomar Coelho/ Marcelo Freixo /
Wanderson Nogueira
Vereadores: Marielle Franco / Paulo Pinheiro
Milton Temer- ex-deputado Federal e fundador do PSOL

PSOL Carioca

Site oficial do Diretório Municipal do Partido Socialismo e Liberdade da Cidade do Rio de Janeiro #50

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