Construir o PSOL enraizado nas lutas para enfrentar a prefeitura de Marcelo Crivella

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TESE APRESENTADA AO 3º CONGRESSO DO PSOL CARIOCA

Tese da CST e independentes ao Congresso do PSOL Carioca

Construir o PSOL enraizado nas lutas para enfrentar a prefeitura de Marcelo Crivella

É PRECISO DERROTAR A QUADRILHA QUE FALIU O RIO DE JANEIRO

O casamento político do PT com o PMDB teve no Rio de Janeiro sua experiência mais elaborada. Foram anos de incentivos e fortalecimento do PMDB, em troca de apoio nacional. Essa política fortaleceu figuras como Cunha, Eduardo Cabral, mas também foram fundamentais para dar sustentação à prefeitura de Eduardo Paes, cujo vice era Adilson Pires do PT.

O projeto de Lula, Cabral e Paes, de realização de mega eventos e negócios mirabolantes no Rio, onde a população seria beneficiada com obras, segurança pública, transportes públicos, empregos, melhoria do meio ambiente através da despoluição da Baia de Guanabara, etc, tudo com dinheiro de investidores, foi uma grande mentira. O que se implementou foi uma verdadeira quadrilha que saqueou os cofres públicos, deixando a população na miséria.

Para se ter ideia, apesar dos governos federal, estadual e municipal afirmarem que o investimento privado foi maior que o público na preparação e realização dos mega eventos, sabemos que, através de isenções ficais (138 bilhões de ICMS, de 2008 a 2013, segundo o TCE), renúncia fiscal, terrenos cedidos, o Estado Brasileiro foi o grande promotor desses negócios, onde um grupo seleto de grandes empreiteiras foi privilegiado, todas, agora, alvo de investigações na Operação Lava Jato.

Amparado num período de bonança do petróleo, o projeto PMDB/PT, passou a fazer enormes entregas aos setores privados. Tão logo assumiu o governo do estado, em 2007, Cabral instituiu o Programa Estadual de Parcerias Público-Privadas (PPP’s), transferindo a prestação de, praticamente, todos os serviços públicos para empresas que, como se descobriu mais tarde, foram doadoras de campanhas eleitorais e aliadas desses governantes no assalto praticado aos cofres públicos do estado do RJ.

Um das principais  PPP’S foi o Porto Maravilha implantado pelo prefeito Paes, através de uma parceria entre a prefeitura do Rio e a concessionária Porto Novo, formada pelas empreiteiras Odebrecht, OAS e Carioca Engenharia, todas investigadas pela Lava Jato. A área entregue à administração privada é maior de que todo o bairro de Copacabana. Ou seja, uma parcela que favoreceu aos empresários, entregando um pedaço da cidade, cujo projeto hoje está encalhado, dando prejuízos aos cofres públicos.

Outras sangrias muito utilizadas foram a isenção fiscal e a renúncia fiscal. Empresas suspeitas receberam os benefícios, como o setor de transportes, do ramo de joias e pedras preciosas, termas, etc. Já em 2016 contabilizava-se uma perda de arrecadação de 200 bilhões de reais desde 2004. Só para empreendimentos de Eike Batista, em São João da Barra e Itaguaí, foram 138 bilhões de reais isentos de ICMS.

Os Jogos Olímpicos, na cidade do Rio, foi a coroação dessa política do PMDB/PT, de transformação do esporte em negócio,  e seu legado é o de uma cidade com o m2 mais caro do país, militarizada e racista,  endividada,  com serviços públicos precarizados, transportes caros, aumento da pobreza e da miséria, equipamentos esportivos e instalações olímpicas abandonados, manutenção da degradação da Baia de Guanabara, remoções de moradores de suas casas à base de violência como na Vila Autódromo, privatização de estádios,  e criminalização da pobreza.

A política econômica do PMDB no estado, reproduzindo a que se promovia a nível federal com o PT, foi de transferência maciça de recursos públicos para a esfera privada através das privatizações, Parcerias Público Privadas, dos financiamentos com juros subsidiados pelo BNDES a grandes empreiteiras, isenções e renúncias fiscais e, também, para a corrupção.

Parte da quadrilha que saqueou o Rio de Janeiro está presa. Cabral é a máxima expressão disso. Eike Batista, Barata – Rei dos transportes como ficou conhecido – e setores empresariais e políticos estão processados.

É preciso agora derrubar Pezão e denunciar todos os parceiros que contribuíram direta ou indiretamente para esse fracasso, incluindo o PRB de Crivella e o PT de Lula.

Saúde Não É Mercadoria

Um dos mais perversos exemplos de privatização é o das OS’s (organizações sociais) na área da saúde, tanto a nível estadual como municipal. As OS’s deveriam ser entidades sem fins lucrativos, mas, na prática, enriqueceram seus donos, deixando a população morrer nas portas dos hospitais, além de estarem mergulhadas em corrupção. No Rio, das dez OS’s que operam em saúde, oito delas estão sob investigação após auditoria do Tribunal de Contas do Município, seja por não cumprir o contratado com o estado, seja por superfaturamentos em compras de remédios e/ou aparelhos médicos, entre outros ilícitos.

Recentemente a prefeitura de Marcelo Crivella tentou fechar oito unidades de saúde, rapidamente uma mobilização espontânea fez a prefeitura recuar.

No entanto, é preciso ir mais a fundo. Defendemos concurso público e auditoria de todos os contratos e de forma imediata que os trabalhadores terceirizados por meio das OS’s sejam imediatamente incorporados ao quadro dos servidores municipais, como parte de uma política que ponha fim aos contratos fraudulentos com as empresas que administram essas Organizações Sociais e devolva para as mãos do município o controle da saúde pública.

O governo Crivella/Benjamin e a situação da rede municipal do Rio

A situação na rede municipal do Rio não teve nenhuma mudança com o governo de Crivella e seu secretário de educação Cesar Benjamin. Segue o mesmo modelo de ajuste que os governos Temer e Pezão buscam impor, caracterizando-se pelo corte de verbas, retirada de direitos dos servidores públicos municipais, ataques ao salário, além da ameaça de grandes reformas, como a reforma da previdência municipal que o governo municipal busca implementar.

A prefeitura deCrivella (PRB) é mais fraca e não domina a Câmara dos Vereadores, por isso utiliza como tática as famosas mesas de negociação que nunca concluem nada positivo para os trabalhadores. Apoiando-se na justificativa de que a prefeitura está quebrada, e que a gestão anterior deixou muitas dívidas, nada se avança na pauta dos trabalhadores em educação.

Nossa bancada municipal tem se empenhado na denúncia a política de Crivella. Devemos armar a militância do PSOL, especialmente no SEPE, sindicato que representa os profissionais de educação do município, a não dar trégua e nem tempo ao secretário de Educação Cesar Benjamin para que ele implemente um programa de ajuste e corte de verba, a exemplo do aconteceu com o corte na merenda escolar.

As balas perdidas tem endereço no Rio

De acordo com os dados da própria polícia, os tiroteios em favelas onde foram implantadas as UPP’s cresceram. Em 2016 foram registrados 1.555 tiroteios, sendo que em 2011 foram apenas 13. As pessoas em situação de rua já chegam a 15 mil pessoas, três vezes mais do que há 5 anos atrás. E segundo dados divulgados pelo Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL-Rio) a crise econômica e o aumento da violência respondem pelo fechamento de 3.950 estabelecimentos comerciais no estado, uma alta de 31,8% em relação ao mesmo período no ano passado.

 A crise do estado impacta o aumento da violência e combinado com o crescimento da repressão policial as favelas transformaram-se em cenários de guerra.

O recente caso na favela do Jacarezinho foi emblemático. Depoimento de moradores mostram que o convívio com a violência e com os assassinatos passou a ser cotidiano.

O aumento de efetivo policial e de tanques de guerra na favela não serviu para combater a violência ou o crime organizado, ao contrário é medida preventiva dos governos diante de uma rebelião popular.

Pela Imediata Liberdade de Rafael Braga

Entre janeiro de 2016 e março de 2017, ao menos 1.227 pessoas foram mortas pela polícia no Estado do Rio de Janeiro. A cada dez mortos, nove são negros ou pardos. Ao todo, nesse período, foram mortas 581 pessoas identificadas como pardas, 368 negros e 141 brancos. Estes dados revelam o caráter racista da justiça e a polícia do estado.

A prisão de Rafael Braga é outro caso alarmante. Rafael, jovem negro e pobre da periferia, que se encontrava em situação de rua, foi preso por portar Pinho Sol. Após quatro ano de prisão, recentemente a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou pedido de habeas corpus feito pela defesa de Rafael, condenando-o há 11 anos de prisão.

Rafael Braga não é só um caso da Justiça racista, é também um preso político das jornadas de junho.

A injustiça do caso Rafael Braga não pode ficar impune. É necessário continuar a mobilização pela liberdade de Rafael!

O estado segue em luta!

Desde o ano passado os servidores públicos têm protagonizado lutas importantes, com atos e Marchas que enfrentaram uma dura repressão a mando do PMDB. Em 2016 houveram importantes greves, como a dos trabalhadores do judiciário, paralisações dos profissionais da educação, bombeiros, policiais civis, etc, sendo a vanguarda da luta os trabalhadores da CEDAE, apesar da direção do sindicato comandado pela CTB/PCdoB, que não organizou de fato a luta contra a entrega da companhia. Este ano a luta segue. Os trabalhadores da saúde, os trabalhadores em educação do estado, da UERJ seguem em processo de mobilização contra os ataques.

É importante ressaltar que os moradores das favelas já não aceitam o aumento da violência policial que só causa mais dor e tragédias as famílias, assassinando principalmente jovens negros. Casos como o assassinato do Amarildo, a morte trágica da Claudia, o assassinato da menina Maria Eduarda morta por bala perdida dentro da escola, são exemplos assustadores.

A luta das mulheres no RJ mostra o caminho!

Importante destacar a luta das mulheres no Rio de Janeiro. Uma primavera feminista que ocupou as ruas. Em 2016 as mulheres estiveram na linha de frente nas mobilizações contra o reacionário Eduardo Cunha. E ocuparam as ruas pelo Fora Pedro Paulo, agressor de mulher, impedindo que esse machista chegasse ao segundo turno na eleição para a Prefeitura do Rio de Janeiro. Em 2017 as mulheres tiveram forte presença na greve geral internacional de mulheres no dia 8 de março.  E realizaram importantes atos e manifestações denunciado a barbárie dos casos de estupro coletivo e de feminicídio no estado. Casos de transfobia também vem sendo repudiado, como o que aconteceu em Niterói.

Enfrentara Prefeitura de Marcelo Crivella

Mesmo não ganhando as eleições temos uma responsabilidade maior. Aumentamos nossa bancada municipal na capital e somos de longe a principal oposição ao governo do PRB.

Estamos diante da maior crise econômica já vivida e que já aponta seus reflexos no município.

Crivella suspendeu concursos, cortou horas extras, tentou fechar postos de saúde e a COMLURB ameaçou parar as atividades no mês de outubro, por falta de verba. Soma-se a isso o provável aumento da passagem de ônibus no ano que vem e o absurdo nível de desemprego que faz aumentar a miséria, o número de pessoas em situação de rua e a violência urbana.

Esse caldeirão vai levar a novas mobilizações de massa e nosso partido deve estar a altura do desafio. Não para controlar, mas ao contrário para utilizar nosso prestígio para servir como ponte para a unidade dos que queiram lutar.

Nesse sentido, devemos ajudar a dar forma organizativa aos enfrentamentos contra a violência nos bairros e favelas. Construir um comitê de luta com organizações de bairro, sindicatos e ativistas.

No plano das categorias municipais construir um fórum de lutas com todos os setores que estejam dispostos a se mobilizar para pressionar para que o dinheiro para as demandas da população sai da revisão dos contratos e isenções fiscais dadas aos empresários e da suspensão e auditoria da dívida pública.

Um programa que parta desses elementos e que sirva para mobilizar, construir uma ferramenta de luta e que ao mesmo tempo impeça novos ataques do governo de Crivella.

O PSOL Carioca

No município do Rio de Janeiro talvez seja onde o Psol tenha o maior peso e influência política. Esse prestígio foi alcançado com o enfrentamento as prefeituras do PMDB/PT com Eduardo Paes.

No entanto, esse peso nos coloca diversas responsabilidades e ao mesmo tempo aumenta a pressão para que cedamos ou nos adaptemos ao regime político, sobretudo quando esteve diante de nós a possibilidade de governar a prefeitura da capital.

Portanto, é importante fazer um correto balanço das eleições para corrigir as debilidades e seguir avançando na construção do partido.

As Eleições Municipais

Temos um balanço comum dentro do partido de que nosso companheiro Marcelo Freixo é a principal figura da esquerda carioca e cumpriu um papel muito importante nas eleições.

O PSOL foi ao segundo turno das eleições sem quase tempo de TV e sem financiamento empresarial. Uma onda de insatisfeitos viram no projeto do PSOL uma alternativa.

Partindo desse marco queremos pontuar alguns erros que vimos na campanha e tirar as conclusões necessárias.

1) A reunião com os “candidatos de esquerda”  Jandira Feghali e Molon

Em meio a campanha foi realizada uma reunião entre os candidatos Jandira Feghali, Molon. Infelizmente, o companheiro Marcelo Freixo compareceu a reunião que tinha como objetivo: selar uma relação fraternal entre os candidatos do “campo da esquerda” e garantir o apoio ao segundo turno, para qualquer dos três candidatos que fosse mais votado.

Além de não ter sido debatida em nenhum fórum partidário, a reunião tinha como objetivo desarmar o PSOL para não polarizar contra o projeto petista.

Esse erro também se manifestou no segundo turno, quando Jandira e figurões do PT subiram no palanque do PSOL.

Em nossa opinião era necessário uma denuncia contundente do candidato Marcelo Crivella como parte do mesmo projeto político com o governo petista que afundou o Rio de Janeiro. Sem entrar neste conteúdo mais político de diferenciação com o agora prefeito do PRB, nossa crítica teve muito mais peso o tema do preconceito e o fanatismo religioso.

Obviamente não podemos afirmar categoricamente que se tivéssemos polarizado com o PT/PCdoB/REDE desde o início da campanha iríamos sair vitoriosos. Porém, o balanço de uma eleição não se mede somente por uma vitória em números, mas o capital político que se conquista como resultado dela.

2) A Carta ao Povo Carioca

Em meio a eleição com a possibilidade real de ganhar, o companheiro Marcelo Freixo decidiu lançar uma carta que tinha como eixo fundamental: equilíbrio orçamentário; secretariado de governo técnico e manter relação equilibrada com os empresários, sem especificar o que seria uma relação desse tipo. Carta criticada publicamente, por organizações de esquerda que apoiavam nossa candidatura, como o PCB, o MAIS, LRP, além da nossa corrente, entre outras.

As razões para essa carta são a óbvia pressão que um setor da burguesia carioca exerceu sobre o partido e sobre nosso candidato, com o medo de perder um controle completo com uma eventual vitória do PSOL.

Nosso partido se fortaleceu nos protestos contra o aumento das passagens, denunciado a FETRANSPORT, portanto era evidente que nosso programa deveria dizer claramente que iríamos rever os contratos fraudulentos e desvantajosos ao povo trabalhador.

Fomos parte fundamental das greves dos professores, portanto ao invés de equilíbrio orçamentário deveríamos reafirmar um orçamento “desiquilibrado” e direcionado para o povo pobre que sofre sem assistência à saúde, educação e serviços básicos, denunciado o nefasto papel da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Ao invés de secretariado técnico e “neutro” queríamos um secretariado eleito pelas categorias e pela população em geral, submetido as ordens deles e não meramente do gabinete do prefeito. Nesse sentido, poderíamos defender como expressão de democracia que o secretário de educação fosse eleito em assembleia dos profissionais de educação; o secretário de transporte pelos movimentos e ativistas que estiveram na vanguarda dos protestos contra o aumento das passagens.

A campanha pelo “Fora Temer” quase saiu do nosso programa no segundo turno, quando na verdade deveríamos explicar que na prefeitura o PSOL teria relação institucional com todos os poderes, mas não deixaria de fazer oposição e de denunciar as manobras legais e orçamentárias responsáveis pela falta de recursos para os serviços básicos da população.

As conclusões necessárias

Não se pode afirmar que tendo enfrentado mais a fundo o projeto petista durante as eleições teríamos um resultado eleitoral diferente. No entanto, não se trata de ganhar ou perder, mas com que política se ganha ou se perde.

O PSOL tem que se afirmar como alternativa que não se confunda em nada com o campo lulista. Nossa intervenção eleitoral deve servir para construir nosso projeto independente dos que foram sócios do projeto falido nesta capital e no país. Além disso, deve servir para tirar as confusões que possam existir em setores da vanguarda se o PT e o PCdoB são nossos aliados.

A unidade da esquerda é um aspecto fundamental da nossa política e o PSOL cumpre um papel destacado pela sua representatividade na capital carioca. Porém, os nossos aliados de esquerda são os professores grevistas, os estudantes que ocuparam escolas, os garis que enfrentaram a prefeitura e a Globo e centenas de milhares de ativistas, lutadores nos bairros e favelas. Encontrar e organizar esses lutadores deve ser nosso maior desafio e uma nova organização da esquerda passa por eles e não pelos figurões do campo petista. Assim o partido se fortaleceria como referência aos milhares de insatisfeitos que inclusive não foram votar, mas que são nossos aliados nas lutas cotidianas.

Esses elementos devem servir para que tiremos conclusões políticas. O terreno eleitoral que deve ser aproveitado pelo partido é apenas um instrumento para amplificar o que defendemos nas ruas. Nosso programa tem que ser apoiado nas mobilizações para enfrentar a máfia dos transportes, a cúpula dos esquemas de propinas das obras, e a maioria da Câmara dos Vereadores, para aprovar um orçamento nitidamente favorável as necessidades do povo pobre e não do equilíbrio fiscal que favorece apenas os empresários.

Nesse momento, diversos setores começam a discutir as eleições de 2018. Para aprender com os erros, não podemos emprestar nosso prestígio político participando de reuniões ou de articulação de programas com Tarso Genro e Gleisi Hoffmann do PT, assim como propõe a plataforma do VAMOS.

O Grande desafio é postular o PSOL como parte da reorganização da esquerda com os milhares de insatisfeitos com os partidos e o regime político.

Um Partido para a luta e conectado com a base

Durante as mobilizações contra o governo de Pezão o PSOL marcou presença. É preciso reforçar e orientar nossa militância para esse terreno. Os núcleos do partido devem discutir a situação concreta e a direção do partido deve ajudar a orientar a militância a estar na trincheira dos enfrentamentos aos governo e aos patrões.

Somos os máximos defensores da unidade de ação com todos que queiram lutar contra ataques e retiradas de direitos, no entanto devemos nas lutas ir construindo um polo classista, a exemplo da plenária de ocorreu contra o desmonte da Greve Geral do dia 30 de junho, por fora da burocracia sindical.

O PSOL não construirá nada sozinho, mas para o surgimento de algo novo por fora do lulismo e da burocracia sindical, nosso partido pode cumprir um importante papel. Por isso, convocar partidos de esquerda e movimento sociais combativos para construir um programa alternativo e um calendário de luta contra as reformas e pelo Fora Temer, deve ser um dos encaminhamentos desse congresso partidário.

Também é importante ser um polo para as lutas internacionais a exemplo da importante nota do PSOL RJ sobre a rebelião na Venezuela ou sobre a defesa da causa palestina. Também devemos ser parte das lutas internacionais contra Trump e o imperialismo norte-americano.

Por fim precisamos reconhecer que somos um partido mais fortalecido e que contempla diversas posições políticas. A melhor forma de dar vazão aos debates internos e precisar a melhor linha para intervir nas lutas é fortalecendo os núcleos e dando poder de voto para que os militantes não sejam chamados somente ouvir.

Da mesma forma defendemos que as plenárias da militância sejam deliberativas, para dessa forma construirmos um partido militante. Pois frente a uma polêmica importante no interior do partido, não podemos ter decisões de cúpulas, devemos convocar a base para decidir por meio de assembleias com ampla discussão.

É necessário construirmos práticas que garantam um convívio democrático entre as diversas organizações e o conjunto da militância, algo que se perdeu nos últimos anos. A democracia no interior do partido não pode ser uma retórica, tem que ser de fato uma prática quotidiana, sob o risco de vermos o PSOL do Rio de Janeiro retomar antigas práticas repudiadas por toda a militância.

Assinam

Admir dos santos  – Gari Rio de Janeiro

Adolfo Santos – PSOL Rio de Janeiro

Adolpho Tundis Ferreira – Professor da Rede municipal do Rio e rede municipal de Itaguaí

Adriano da Silvia Dias – CIPA Correios – Diretório Municipal PSOL Carioca

Alex Lopes Azevedo – CEDAE – Rio de Janeiro

Alexandre dos Santos – Gari Rio de Janeiro

Ana Claudia Nascimento – PSOL Rio de Janeiro

Anderson da Conceição – Gari Rio de Janeiro

Anderson Leite Andrade – Gari Rio de Janeiro

André de Freitas – PSOL Rio de Janeiro

Angélica Sousa Correios – PSOL Rio de Janeiro

Ari Paulo Pinto – Rio de Janeiro

Átila Sá –  Correios – PSOL Rio de Janeiro

Babá – Fundador do PSOL

Barbara Sinedino – Coordenadora Geral do SEPE –  Executiva Municipal PSOL Carioca/RJ

Bernardo Gonçalves Lopes – Rio de Janeiro

Bruno da Rosa – Gari – PSOL Rio de Janeiro

Bruno de Melo Pinto – Professor da Rede Estadual de educação Rio de Janeiro

Camila Gonzales Reis – Estudante UFRJ – PSOL Rio de Janeiro

Carmen Lúcia de Melo Professora da Rede Municipal de Educação – Rio de Janeiro/RJ

Claudia Gonzales Reis – Diretório Estadual PSOL RJ

Daniel Gabilan – Correios – PSOL Rio de Janeiro

Daniel Pacheco Veloso – Gari Rio de Janeiro

Dário Marins de Melo – Rio de Janeiro

Débora Cardia Rio Alves – Rio de Janeiro

Deise de Silva Jacques (Professora da rede estadual de educação)

Denis Barbosa dos Santos – Gari Rio de Janeiro

Denis Vale – Executiva PSOL Carioca

Edson Batista da Luz – Correios – PSOL Rio de Janeiro

Edson Luiz – Gari Rio de Janeiro

Eloisa Mendonça – PSOL Rio de Janeiro

Erislene Vitória Juventude – PSOL Rio de Janeiro

Ester Cleane da Silva Dias – PSOL Rio de Janeiro

Fabiano Geleia – Gari – Rio de Janeiro

Francisco de Paula Araújo – Servidor UFRJ – Rio de Janeiro

Felipe Jorge – Gari Rio de Janeiro

Flávio Roberto Dutra Dolabela – Rio de Janeiro

Francinei Ferreira Vianna – Gari Rio de Janeiro

Francisca Monteiro da Silva – Rio de Janeiro

Gabriel Fernandes Bendito – Juventude UERJ  – Rio de Janeiro

Gabriela de Oliveira – Estudante da UFF – PSOL Rio de Janeiro

Gladston Cerqueira – Correios – PSOL Rio de Janeiro

Guilherme Bento – CA Psicologia UERJ – PSOL Rio de Janeiro

Guilherme Melo Fróes da Costa  – Rio de Janeiro

Hedyel Ferreira Raymundo – Gari Rio de Janeiro

Helio Cabral – PSOL Niterói

Heloisa Helena Gonçaves Neves – Diretora SINTUFF – PSOL Niterói

Hercules RigoniBossato (Niterói)

Henrique de Bem Lignani – Professor – PSOL Rio de Janeiro

Hugo Queiroz – Diretor do SINDPETRO – PSOL Rio de Janeiro

Indaiá Menezes – PSOL Rio de Janeiro

Iris Maria Lopes dos Santos – CEDAE – PSOL Rio de Janeiro

Jaqueline Sousa Vasconcelos de Miranda de Carvalho – Professora – Rio de Janeiro

Jamil Elias Coelho – PSOL Rio de Janeiro

Janine Barbosa Pereira – Professora da Rede Municipal de Educação – Rio de Janeiro/RJ

João Marcelo Quintiliano Ramos – Estudante Unirio – PSOL – Rio de Janeiro

Jonathan William Bazoni da Motta – UERJ – Rio de Janeiro

Jorge Augusto C. Ribeiro – Professor – Coord. Geral do SEPE regional V Rio de Janeiro

Jorge Felipe nogueira Silva – Gari Rio de Janeiro

Jorge Luis Silva (Consendey) – PSOL Rio de Janeiro

Jorge Luiz Ribeiro de Lima – Professor da Rede Municipal e Estadual Rio de Janeiro

José Nilton ferreira – Gari Rio de Janeiro

José Roberto – Operário da Construção Civil – PSOL Rio de Janeiro.

Joyce Américo – Gari Rio de Janeiro

Joyce Brito – Rio de Janeiro

Julia Borges – PSOL Rio de Janeiro

Julio Baptista de Oliveira Nobre Neto – PSOL Rio de Janeiro

Julio Nobre – Rio de Janeiro

Jurandir de Oliveira – PSOL Rio de Janeiro

Karla Morgado – PSOL Rio de Janeiro

Kelly Cristina Soares – Gari Rio de Janeiro

Keven Quadros Fernades de Melo – Juventude – Rio de Janeiro

Laís Gomes – Estudante – PSOL Rio de Janeiro

Lazaro Arruda – PSOL Rio de Janeiro

Leandro Leal – Gari – Rio de Janeiro

Leonardo Santos Ferreira – Gari Rio de Janeiro

Lino Alves –  Gari Rio de Janeiro

Lisandro Bessa Cordeiro –  Professor da Rede Estadual de Educação Rio de Janeiro

Lucas Polydoro – Rio de Janeiro

Lucas Santoro – Zona Norte – RJ

Luiz Henrique Nascimento Joaquim – Gari Rio de Janeiro

Luiza Azevedo – PSOL Rio de Janeiro

Marcelo Pereira da Silva – UFRJ – Rio de Janeiro

Marcia Ginuino de Oliveira – Rio de Janeiro

Márcia Paschoal – Professora – Coordenadora Geral SEPE Regional V Rio de Janeiro

Marco Antônio Pelaes Costa – PSOL Rio de Janeiro

Marco Aurélio – Gari Rio de Janeiro

Marcos Moraes – Rio de Janeiro

MariannaPozzetti Gusmão  – Rio de Janeiro

Maura Lucia – Opoisção Rodoviária – PSOL Rio de Janeiro

Michel Oliveira Lima- Executiva Nacional PSOL

Michele Pereira Costa – Professora – Rio de Janeiro

Milton Souza – Gari Rio de Janeiro

Myllena Teixeira Xavier – Rio de Janeiro

Nathan Ginuino de Oliveira – Rio de Janeiro

Paulo Sérgio – Gari Rio de Janeiro

Priscilla Correa Alves – Professora da Rede estadual e municipal de educação Rio de Janeiro

Rafael Ferreira Rocio – Gari Rio de Janeiro

Rafael Lazari – Rio de Janeiro – RJ

Ramiro Gaston Robles – PSOL Rio de Janeiro

Ramon Ricardo Ribeiro – Professor da Rede Estadual e Municipal Rio de Janeiro

Randerson Lobato – PSOL Rio de Janeiro

Raphael Pizzino – PSOL Rio de Janeiro

Raquel Polydoro – Servidora UFRJ – PSOL Rio de Janeiro

Regina Célia de Melo – Rio de Janeiro

Ricardo Luiz dos Santos – CEDAE – PSOL Rio de Janeiro

Roberto Lima – PSOL Rio de Janeiro

Roberto Vitor – Rio de Janeiro

Rogério Mello Araújo – PSOL Rio de Janeiro

Rodrigo Leite – Estudante –  Rio de Janeiro

Rodrigo Pereira – Gari Rio de Janeiro

Ronaldo Gomes Correios – PSOL Rio de Janeiro

Rosane Barros Alves – Rio de janeiro

Rosângela Messias da Silva – PSOL Rio de Janeiro

Roseli Messias da Silva – PSOL Rio de Janeiro

Rosi Messias – Executiva Estadual PSOL/RJ

Sandra Corrêa Alves – Merendeira da Rede Municipal de Educação RJ

Sônia de Oliveira Guedes – Aposentada – Rio de Janeiro

Sebastião Sérgio Messias da Silva

Sebastião Veloso – Gari Rio de Janeiro

Silaedson Alves (Juninho) – Diretório Estadual PSOL RJ

Silvia Santos – Fundadora do PSOL

Stephany Ferreira – Estudante UFF – PSOL Rio de Janeiro

Suelen Molles Correios – PSOL Rio de Janeiro

Sulamita Alexandrigo – Gari – Rio de Janeiro

Tadeu Taiguara – PSOL Rio de Janeiro

Thaís Corrêa Aguiar – Unirio

Thaís Melo Fróes da Costa – Rio de Janeiro

Thiago Araújo – Estudante – PSOL Rio de Janeiro

Ubirajara de Araújo Júnior – Gari Rio de Janeiro

Vanessa Montinelli – Rio de Janeiro

Victor Aksenow – Estudante UFRJ – PSOL Rio de Janeiro

Vitoria Pinto Antunes – Estudante – PSOL Volta Redonda

WagnonSoresine de Oliveira – PSOL Rio de Janeiro

Walace Ministério Bezerra – Gari Rio de Janeiro

Walmir Freitas de Oliveira – Gari Rio de Janeiro

Walter Ivan Bezerra – PSOL Rio de Janeiro

Welton Barbosa – Gari Rio de Janeiro

William Moura dos Santos – Gari Rio de Janeiro

Yago Jose Medeiros Papa – Juventude – Rio de Janeiro

Ygor AzencleveSantanna Moreira – CEDAE – Rio de Janeiro/RJ