JULIANA JUTKKE 50515

Juliana Jutkke é atriz, roteirista, diretora de cinema e jornalista. Ganhou prêmio do Banco do Brasil com peça sobre uma feminista. Escreveu série sobre a luta de uma comunidade quilombola contra o capital internacional, apoiado por um judiciário vendido, e escreve hoje animação protagonizada por meninas pretas maravilhosas.

Sua luta é antirracista, focada em soluções permaculturais, agroecológicas, para autosuficiência alimentar, energética e sanitária das comunidades da cidade do Rio de Janeiro. O tratamento de esgoto nas comunidades, por exemplo, feita por bacias de evapotranspiração, com diques de pneus e materiais reciclados, é ferramenta sólida e definitiva, embrionada no Morro da Esperança, no Complexo do Alemão, pelo Ministério da Defesa e Jardim Botânico de Brasília, assim como a energia solar de baixo custo.

Defende o resgate da cultura dos antigos, acrescida por tecnologias modernas, sedimentadas também pelo compartilhamento de saberes entre os moradores, para avolumar habilidades e leque de ofícios. Aspira alastrar, densificar e oxalá, tornar endêmicas, práticas como a aceleração da sucessão natural das espécies, dentro da agroecologia, para geração de alimentos orgânicos, para gerar auto subsistência e venda para bairros adjacentes. Fechando o ciclo com cozinhas comunitárias nas comunidades, que incluem variadas gerações e as beneficiam no processo produtivo. Plantio coletivo nas lajes, de espécies como milho, batatas, arroz, feijão, frutas, como maracujá, e muitas hortaliças.

Luta para capilarizar um banco de microcréditos, consolidado como o Grameen Bank de Bangladesh, com alcance de porta em porta, para viabilizar iniciativas dos moradores das comunidades e orientar o uso do microcrédito para geração de capital. Cada morador, ao pedir o microcrédito, tem a chance de se tornar acionista do banco, também nos moldes do Grameen Bank, Em todas as suas características, este banco capilarizado reflete o conhecido banco asiático, e tem como meta seus indicadores e práticas,

Anseia por articular parcerias entre universidades estaduais e distintos segmentos religiosos, das mais variadas inclinações, matrizes e credos, por uma versão carioca do Projeto da UnB “Saúde Integral “ que, em 21 anos, atendeu mais de 30.000 pessoas em comunidades do Distrito Federal como o Sol Nascente, apenas menor que a Rocinha.

O modelo segue o mesmo padrão da UnB: uma vez por semana, famílias são visitadas por uma equipe de saúde, composta por alunos de graduação e pós-graduação de medicina, odontologia, nutrição, psicologia e farmácia. Na versão carioca, bem vindos são todos os outros setores de formação universitária, que podem se revezar em oficinas e cursos de longa duração para frutificar novas habilidades, replicados por quem os queira. Voluntariado avulso também é altamente convidado a se aglutinar. Organizações sem fins lucrativos, também.

Em Brasília, esta composição de equipe de saúde faz o atendimento a menores em situação provisória de encarceramento. Desejada é, no Rio de Janeiro, a ampliação para adultos encarcerados e população em situação de rua nas noites que escolhem passar nos abrigos. Neles e nos presídios, cursos e oficinas para cristalizar novas habilidades e ofícios, feitos por alunos de graduação e pós graduação e voluntários de distintos segmentos religiosos, também seriam priorizados. Assim como a ida de equipes de saúde às aglomerações escolhidas pela população em situação de rua no Centro, Glória e Lapa, entre tantos. Cada prática serve para solidificar uma cidadania ativa enraizada em novas formas de organização coletiva, antirracista e antifascista.

BANDEIRAS E LUTAS

Saúde | Moradia | Direitos Humanos | Favela

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