Professora agredida por GM denuncia dificuldades em hospital do município

A professora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), Mônica Lima, foi operada após 12 dias de espera, o procedimento foi realizado no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO). Ela foi transferia para lá após dez dias de internação no Hospital Souza Aguiar. A educadora está hospitalizada desde o dia 15 de março, quando foi agredida por um agente da Guarda Municipal do Rio de Janeiro. Ao levar um chute, ela teve a perna fraturada em quatro pontos na tíbia e fíbula.

Tudo aconteceu quando a professora participava de um protesto contra a Reforma da Previdência. Segundo relato de Mônica, nos primeiros dias de sua internação no Hospital Souza Aguiar , onde precisou ficar sem comer para cumprir o jejum do pré-operatório durante quatro dias, dos 10 que ficou hospitalizada na unidade, a professora e militante da Aldeia Maracanã, teve a sua cirurgia inviabilizada por lá.

Segundo parentes da vítima de agressão, o hospital conta com apenas 4 cirurgiões para atender casos de fraturas vindas de todas as partes da cidade.

Em seu perfil no Facebook, Mônica Lima escreveu para o prefeito Marcelo Crivella tocando em algumas questões. Leia:

“Crivella deveria pegar o dinheiro que deseja investir no armamento da guarda municipal que cometeu esse crime em minha perna e investir no Souza Aguiar, deveria investir na vida e saúde das pessoas e não na violência que fere, deixa marcas na alma e mata!”

Transferida para o INTO desde a última sexta-feira (24), a educadora fez vários exames que reafirmaram a necessidade de cirurgia e colação de uma prótese de ferro e parafusos. Bem humorada ao relatar seu estado de saúde, brincou: “Colocarei prótese de ferro e parafusos. Vejam que vou ficar mais forte com uma perna de ferro”.

A professora diz que irá processar criminalmente a prefeitura do Rio de Janeiro e, mesmo internada, gravou um vídeo tocando em questões debatidas pela sociedade como a crise do Estado, feminismo, saúde púbica e outros assuntos.

Hoje, 27 de março, após passar por cirurgia, a professora deu o seguinte relato em sua conta no Facebook:

“Amigas e amigos! Saí bem da cirurgia, mas estou sonolenta e com as pernas dormentes ainda. Também sinto um pouco de dor. Agradeço toda energia e solidariedade. Todos sairemos mais unidos e fortalecidos na nossa missão de transformar esse mundo. Ayaya!”

Texto: Márcio Anastácio
Foto: Facebook

PSOL Carioca

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