ORGANIZAR A ESPERANÇA EM CADA CANTO DA CIDADE

Tese da Insurgência e independentes para o IV Congresso do PSOL Carioca

 

  1. Rio de Janeiro como laboratório das políticas regressivas da direita e das experiências vitais da esquerda

Por sua importância histórica, cultural, política e econômica, o Rio de Janeiro tem sido palco avançado tanto de processos ligados às dinâmicas de acumulação do capital, quanto das resistências sociais aos mesmos. Foi assim nos períodos do social liberalismo lulista, das políticas regressivas de ajuste do pós-golpe de 2016, bem como agora sob a égide da articulação entre o neofascismo, conservadorismo e o neoliberalismo.

Até recentemente, o Rio de Janeiro esteve sob a hegemonia política do PMDB no estado e no município, especialmente durante os “megaeventos”, que deixaram como legado a ruína econômica, uma cidade mercantilizada e ainda mais excludente, bem como diversos novos ataques às classes populares. No caso da Cidade do Rio, a lógica do choque de ordem se articulou com a política de remoções forçadas.

A eleição municipal de 2016 mostrou o esgotamento desse modelo, que apresentava  contradições e fissuras desde as mobilizações de 2013. Tanto que o candidato da situação pemedebista (Pedro Paulo) sequer chegou ao 2º turno, marcado pela polarização entre Freixo e Crivella.

Os acúmulos e avanços conseguidos pela experiência do programa-movimento “Se a cidade fosse nossa”, da candidatura Freixo e de votações de peso em nosso partido para a câmara municipal, demonstraram cabalmente a existência de um polo alternativo de poder na cidade.

Por outro lado, houve uma rearticulação de forças políticas ligadas ao fundamentalismo religioso, aos setores médios e à onda conservadora em ascensão, contra as esquerdas e especificamente contra a nossa candidatura majoritária que, com potencial de vitória, representava uma perspectiva de mudança, mas não pela via conservadora. A internet e as redes sociais tiveram um peso importante nesse processo de demonização das esquerdas, uma prévia do que seria visto também em 2018, com efeitos devastadores.

A vitória de Crivella, que apontava também para a derrota do PMDB, na verdade, como esperado, significou apenas a chegada de novos grupos ao governo da cidade e sua associação com o modelo conservador anterior. O que vimos durante esse governo foi o avanço do novo grupo sobre a máquina do estado, com diversos escândalos de corrupção e favorecimentos; o ataque moralista contra a população LGBTQI+ e contra manifestações culturais populares; desmandos, atrasos de salários e tentativa de cruzada moral na Educação; a falta absoluta de gestão, que deixou a cidade abandonada e, mais recentemente, uma profunda crise na saúde pública.

Ponto importante, neste cenário, foi o avanço das milícias. A omissão das autoridades e a articulação destes grupos em frações da cidade, principalmente na Zona Oeste, e no interior do Estado garantiu-lhes campo de operação quase absoluto. Tanto que ousaram executar Marielle, uma das maiores representantes dos avanços dos setores populares e da esquerda na cidade. Tal execução se deu durante a chamada intervenção federal, mais uma experiência do Rio como território-laboratório. Quebra-se um estado, se oferece ajuda federal sob condições – entre elas seguir regressiva dieta de ajuste fiscal e privatizações –, endivida-se o estado através da ajuda financeira e, para prevenir e impedir quaisquer “desordens” ou protestos, colocam forças militares para “garantir a ordem”.

O cenário ganharia tons ainda mais trágicos quando, na eleição de 2018 – acompanhando a onda conservadora que se tornara fenômeno global – a população do Rio votou massivamente em Bolsonaro e Witzel, ambos com estreita ligação com as milícias e com setores avessos às políticas de direitos humanos, representantes do discurso de ódio. O ideário do “bandido bom é bandido morto” e “atirar na cabecinha”, defendidos agora abertamente por figuras com cargos executivos, orienta e estimula ações de necropolítica que, na prática, intensifica o extermínio do povo pobre e negro, principalmente de sua juventude. Um dos resultados concreto disso é que o ano de 2019 terminou com recordes de mortes pela polícia no Rio.

No plano econômico o quadro não foi diferente. Acompanhando o cenário nacional, após o golpe de 2016 e por conta dele, o Rio de Janeiro vive uma grave crise: números alarmantes de desemprego, crescimento exponencial da informalidade e precarização do trabalho. Sendo certo que os efeitos mais devastadores dessa crise tem classe, gênero, raça e etnia. É sobre a classe trabalhadora, jovens, negros, mulheres e LGBTs dessa cidade que a crise mais incide. É sobre eles também que se tenta impor a ideologia do empreendedorismo como saída única e individualizada para a crise. Essa tendência vem se radicalizando com o avanço das formas de trabalho por plataformas/aplicativos.

Um quadro tão regressivo como esse é, por um lado, um elemento dificultador de organização e mobilização dos setores mais vulneráveis da cidade; mas, tem sido também um combustível, objetiva e subjetivamente, para a ação desses mesmos setores. O Rio de Janeiro tem testemunhado as mais diversas e vivas lutas, nas quais o nosso partido, em articulação com os movimentos sociais, tem tido importante papel. As manifestações de 2013, as ocupações de escola de 2016, as manifestações contra o golpe e o #EleNão, são alguns luminosos exemplos. Além disso, a resistência permanece nas atividades culturais nos diferentes territórios, a partir, por exemplo, do carnaval, do funk, do hip-hop etc.

Por outro lado, nosso partido tem conseguido avanços também na via parlamentar, não apenas ampliando quantitativamente a cada eleição suas bancadas parlamentares, mas qualitativamente construindo mandatos coletivos, com forte articulação aos movimentos vivos da cidade. A articulação entre a rua e o parlamento em nossa ação política, tornada possível por nossa militância, apesar de algumas limitações, tem demonstrado grande vitalidade e resultado em ricas experiências.

Desta forma, entendemos que os tempos que vivemos são difíceis e que a responsabilidade de construir um partido que siga responsável e coerente com as lutas e intransigente na defesa do povo é essencial. O PSOL deve organizar a esperança em cada canto da cidade!

 

  1. Por um PSOL vivo, militante, popular e de luta, para organizar a esperança do povo carioca

Acreditamos que o PSOL cumpre um papel fundamental na reorganização da esquerda e enquanto ferramenta da classe trabalhadora. Para tanto, o partido deve servir de instrumento de disputa de hegemonia por um projeto que não submeta a vida e os bens comuns à lógica da mercadoria, fortalecendo as lutas populares, os movimentos sociais e a resistência aos ataques neofascistas e autoritários que se apresentam na atual conjuntura.

Apesar do avanço reacionário no último período, o PSOL Carioca se reafirmou como a principal força de esquerda na cidade e uma referência para parte do povo, estando à frente de processos importantes de luta e enfrentamento aos ataques promovidos pela tríade da extrema-direita Crivella, Witzel e Bolsonaro, no centro das disputas políticas no Rio de Janeiro. A integração entre a direção partidária e a bancada municipal, reforçando a necessária organicidade entre as formulações do partido e a atuação parlamentar, promoveu importantes resultados, como diversas ações junto ao MP e à Justiça, as CPIs dos Ônibus e das Enchentes, materiais conjuntos de agitação e propaganda, entre outros.

Importante destacar que os expressivos resultados eleitorais e a constituição do PSOL enquanto uma das principais forças políticas da cidade foram alcançados sem flexibilização programática e sem qualquer tipo de financiamento e aliança empresarial. Esta construção de referência é parte de um processo iniciado em 2012, com a aposta na política de nucleação nos bairros da cidade, que possibilitou a atuação do partido nas bases territoriais de maneira cotidiana e mais próxima das demandas locais, reafirmando, portanto, a necessidade da organização territorial enquanto uma forma de construção de trabalho orgânico na base da sociedade, com um partido militante, plural e vivo.

A conjuntura defensiva, com refluxo de mobilização de organizações da esquerda, sucessivos ataques aos direitos da classe trabalhadora e precarização da vida em seus diversos aspectos, associada à dificuldade do conjunto da direção partidária em acompanhar e estimular a política de nucleação prejudicou o funcionamento orgânico de parte dos núcleos e setoriais do partido. Contudo, se por um lado alguns núcleos deixaram de ter dinâmica ativa de militância, a aposta de crescimento na Zona Oeste se mostrou acertada e o PSOL Carioca estabilizou núcleos em diversos bairros, como Campo Grande, Bangu, Jacarepaguá, Vargens, Recreio, Barra, Guaratiba e Sepetiba. A presença orgânica do PSOL nesses territórios é fundamental para o enraizamento do partido e para disputa do projeto de sociedade, considerando que são territórios com grande concentração das camadas mais pobres da população e que possuem maior atuação e controle das milícias paramilitares, tornando-se polos de organização da extrema-direita neofascista.

A política de territorialização do PSOL também ganhou força de organização e expansão através do Setorial de Favelas, criado em 2017, principalmente a partir do impulsionamento dado pela campanha da companheira Marielle Franco no ano anterior. O Setorial, que reúne militantes de diversas favelas da cidade, passou a ser um espaço central na formulação de políticas para os territórios, discutindo de maneira interseccional a segurança pública, o combate ao racismo, as manifestações culturais populares, as políticas de drogas e o direito à favela e à cidade de uma maneira geral. O crescimento e estabilização dos núcleos do partido na Zona Norte foi principalmente resultado da atuação do Setorial, consolidando núcleos e trabalhos em Manguinhos, Jacarezinho, Maré, Guarabu, Parque Royal, Dendê, Borel, entre outras.

Internamente, apostamos, prioritariamente, na construção do Coletivo de Formação e do GT de Comunicação. O Coletivo passou a cumprir um importante papel de acolhimento e formação teórica de novos/as filiados/as, bem como de atualização da militância e promoção de debates acerca do programa partidário. A conformação do GT de Comunicação, com ações voltadas para aprimorar a circulação de informações internas e a propaganda externa do partido, foi um primeiro passo fundamental para que tenhamos uma comunicação própria mais estruturada. Esta iniciativa possibilitou o desenvolvimento de uma base de dados, o lançamento da campanha de financiamento do partido, o boletim interno periódico no whatsapp e campanhas online do PSOL. Contudo, nossa comunicação ainda é muito dependente da produção do conteúdo dos mandatos e, por isso, precisa desenvolver sua autonomia no próximo período.

Como ação fundamental para o autofinanciamento do partido, lançamos a nova plataforma de financiamento coletivo, com uma intensa campanha construída pelo GT de Comunicação em conjunto com a militância dos núcleos e setoriais. A partir de um plano de trabalho e de uma identidade visual elaborada para esta finalidade, geramos alto índice de envolvimento  e superamos a meta estabelecida, atingindo o maior patamar de arrecadação do partido por esse meio.

 

Desta forma, devem ser tarefas prioritárias do PSOL Carioca:

  1. Elaborar políticas e métodos para funcionamento regular dos núcleos, e buscar criar novos, priorizando as regiões da Zona Oeste e Zona Norte;
  2. Construir ações e campanhas, através das instâncias de base do partido, para que os núcleos e setoriais sejam espaços de solidariedade de classe, conjugando as colaborações materiais e as discussões políticas, como forma de desenvolvimento da consciência de classe
  3. Continuar apostando na Internúcleos enquanto um espaço de articulação e mobilização do trabalho de base partidário;
  4. Expandir a atuação do setorial de favelas, buscando articulações nos territórios, com movimentos e núcleos do partido;
  5. Buscar estabilizar o Coletivo de Formação, com calendário regular de cursos e atividades, a partir de formas e linguagens diversas;
  6. Profissionalizar a comunicação do PSOL Carioca, com pesquisa e produção de conteúdo próprio, elaborando campanhas online e materiais impressos, servindo como ferramenta política para núcleos, setoriais e atuação geral do partido;
  7. Manter a plataforma e a campanha de financiamento recorrente como políticas permanentes, estimulando ainda mais a contribuição militante de filiadas, filiados e simpatizantes do partido.
  8. Coragem e unidade para vencer Bolsonaro, Witzel, Crivella e Paes no Rio em 2020

Para o PSOL, a possibilidade de vitória eleitoral não deve ser apenas a busca do nosso crescimento institucional, mas sim, o ecoar de um chamado à esperança para muito além das ruas, bairros e favelas de nossa cidade.

 

Neste sentido, consideramos que os princípios do PSOL na disputa eleitoral devem ser:

  1. Unificar as oposições e conquistar a maioria da população para a rejeição ao fascismo e o programa ultraliberal de Bolsonaro, Witzel, Crivella e Paes;
  2. Apresentar um programa com plano emergencial de saída para a crise do Rio, que reverta o modelo de cidade mercadoria;
  3. Expressar o protagonismo político da classe trabalhadora, da negritude, das mulheres e LGBTs na construção de suas candidaturas e programas;
  4. Fortalecer o enraizamento social do partido no mundo do trabalho e multiplicar sua organização territorial e setorial;
  5. Construir uma prefeitura como trincheira para a resistência que em conjunto com a auto-organização popular conquiste melhorias concretas para a vida dos cariocas;
  6. Defender uma gestão baseada na ampliação radical da participação popular, na ampliação de direitos e na transição ecológica;
  7. Ampliar não só o tamanho, mas a diversidade de nossa combativa bancada municipal.

 

Somente conseguiremos isso através de uma campanha de mobilização pela base, na construção de um programa-movimento do tamanho da nossa cidade, com uma agenda que dê respostas claras às necessidades imediatas da população, sem alimentar ilusões em relação à possibilidade de resolver todas as necessidades por meio apenas da disputa eleitoral. Ao contrário, nossa vitória e o futuro de uma possível prefeitura liderada pelo PSOL dependem não só de nossa tática eleitoral, mas da nossa capacidade de contribuir para que enormes lutas para além da institucionalidade sejam desencadeadas e resultem no aumento da organização popular frente a retirada de direitos e o fechamento democrático em nosso país.

 

  1. Qual unidade queremos para vencer?

O PSOL compreende que sua tarefa não passa por impulsionar os processos de conciliação de classes, nem por orientar sua tática exclusivamente para conquistas eleitorais, que são insuficientes em dar respostas definitivas à melhoria de vida da população.

Não nutrimos ilusões de que os partidos que, hoje, em oposição à Bolsonaro e que construíram os governos petistas tenham mudado suas apostas estratégicas na conciliação de classes e na agenda econômica social-liberal, nem que tenham feito autocrítica do papel cumprido nas gestões PMDB. Consideramos, no entanto, que o crescimento eleitoral do PSOL no Rio de Janeiro a partir de uma aposta na independência de classe e na oposição coerente, constrangem os partidos do campo petista e progressista a terem que compor uma frente orientada pelo programa que construímos no último período, diante de uma conjuntura eleitoral já marcada pela violência política e pelo avanço das milícias associada à extrema-direita.

Cabe a nós, pela capacidade de nossa mobilização e solidez da nossa linha política, fazer com que o sentimento difuso da necessidade de unidade de luta e eleitoral de grande parte da população sirva a fortalecer nosso programa e não a adotar um programa que já se demonstrou insuficiente com o golpe de 2016. Nossa tática deve visar disputar as bases sociais que continuam referenciadas nestes partidos e lideranças, de forma a constranger as direções desses partidos a tomar posição por um programa de esquerda marcado pela independência de classe, pelo combate ao neoliberalismo e na luta concreta contra o fascismo dessa vez do nosso lado, e não dos nossos inimigos.

Esta hipótese parte do reconhecimento de que, apesar de nosso protagonismo eleitoral no Rio de Janeiro ultrapassar o de qualquer outro partido de oposição a Bolsonaro, Crivella e Witzel, o campo petista e progressista mantém grande legitimidade entre parcela relevante da população e dos lutadores, até mesmo crescente em alguns segmentos.

Queremos resistir ao avanço da extrema-direita com todos que estejam dispostos, pois o período onde nossa sobrevivência está ameaçada pode ser longo e ela é pré-condição para qualquer papel num novo ciclo de ascensão à esquerda. Não acreditamos que nosso isolamento será prova de pureza revolucionária, mas um elemento a mais para nos destruírem.

Passar da unidade de ação pontual frente o fascismo para uma frente eleitoral não deve ser entendido como um caminho natural rumo ao alargamento crescente das alianças eleitorais do PSOL sem critério, mas sim como uma política específica e excepcional para barrar uma vitória eleitoral dos fascistas em nossa cidade. Este processo deve ser construído com pressão das bases pela unidade nas eleições e a partir de um programa hegemonizado pelo PSOL, elaborado a partir de diálogo solidário e constante com movimentos sociais e sociedade civil organizada.

Isto significa que a aliança passa por partidos que se colocam em incansável oposição à Bolsonaro, Witzel e Crivella, e que estão dispostos a construir outro projeto de administração para as cidades: prefeituras com participação popular, de resistência à política neoliberal do governo federal, com orçamentos sociais decididos pela população organizada.

Neste sentido, devemos fazer um chamado à unidade para todas as oposições à extrema-direita e ao ultraliberalismo, dentro de marcos programáticos que apontem uma nova estratégia para a esquerda brasileira, que seja popular, anticapitalista, antirracista, feminista e ecossocialista, e supere os erros do passado.

 

Todo e qualquer processo de unidade sem sectarismo passa por acordos mínimos:

  1. Aposta na participação popular em lugar da crença cega na institucionalidade;
  2. Em prefeituras que não sejam trampolins para a adaptação e gestão da crise do Estado Burguês;
  3. Na autonomia dos movimentos sociais em lugar de sua cooptação, aparelhamento e repressão;
  4. Numa prefeitura que sirva como estímulo a auto-organização de oprimidos e explorados.

 

  1. Vencer as eleições e ter Marcelo Freixo prefeito

Defendemos o nome de Marcelo Freixo para a Prefeitura do Rio de Janeiro porque acreditamos que é o único nome capaz de produzir um amplo consenso dentro do partido, mesmo respeitando os setores que apresentam outras pré-candidaturas. Embora não existam candidaturas naturais ou permanentes em um partido democrático, o nome de Marcelo Freixo expressa mais do que qualquer outro para a população carioca o programa e o projeto para a cidade que defendemos, fruto de assim ter sido apresentado por cada militante do PSOL desde 2012, com destaque para a conquista dos 40% dos votos em 2016.

Apesar das críticas e autocríticas necessárias, sobretudo sobre o segundo turno de 2016, Freixo permanece uma figura pública que se manteve alinhado à direção do partido ao longo de sua trajetória, participando também de plenárias de base, congressos e atividades dos núcleos e setoriais, apesar de uma regularidade aquém do que gostaríamos.

A legitimidade de Marcelo Freixo não deriva apenas de nossa construção partidária, mas do fato de que nossos principais inimigos de classe na cidade, as milícias e máfias que controlam moradia, transportes e territórios, o escolheram como seu maior antagonista, a ponto de manter sua cabeça a prêmio até hoje, não havendo outra figura pública nossa que apesar de sua valorosa luta tenha essa terrível distinção. Esse não é um elemento desprezível na avaliação da população de quem pode representar melhor uma alternativa real aos esquemas políticos e econômicos que a oprimem.

 

Assinam essa tese:

 

  1. Dani Monteiro – Deputada Estadual
  2. Henrique Vieira – Pastor e ator
  3. Luciana Boiteux – Professora da UFRJ
  4. Mônica Francisco – Deputada Estadual
  5. Tarcísio Motta – Vereador do Rio de Janeiro
  6. Adriana Souza Gretta
  7. Adriano Mendes
  8. Alcebíades de Souza Teixeira Filho Bid
  9. Alessandra Makkeda
  10. Alessandro Machado
  11. Alexandra Brasil
  12. Alexandre Campos
  13. Alexandre de Souza
  14. Alexandre Luna
  15. Alison Lucas
  16. Allan Amaral Paes de Mesentier
  17. Alvaro de Souza Neiva Moreira
  18. Amanda Alves dos Santos Lima
  19. Ana Carolina Peixoto Migliora
  20. Ana Elisa Borges da Fonseca
  21. Ana Sara Gomes
  22. André Araújo Dock
  23. André Luis Gonçalves
  24. Anna Benchimol
  25. Antônio Augusto Acrisio Costa de Moraes Rego Bastos
  26. Antonio Carlos Ferreira Gabriel Rumba
  27. Antonio Henrique Campello de Souza Dias
  28. Antonio Xaolin
  29. Aparecida de Jesus Silva de Freitas
  30. Arthur Cerqueira
  31. Bianca Carrasco
  32. Bruno Adesse Pedra Martins
  33. Bruno Marinoni Ribeiro de Sousa
  34. Bruno Rafael de Oliveira
  35. Bruno Rego Deusdará
  36. Caio Lopes
  37. Caique Azael
  38. Camila Valente
  39. Camilla Vaccariello
  40. Carlos Alberto Coutinho Neves de Almeida
  41. Carlos Alberto de Souza Junior
  42. Carlos Takashi
  43. Carlos Vinícius de Paula Moura
  44. Carmem Camerino
  45. Carolina Henning Gomes
  46. Carolina Santarnecchi
  47. Caroline de Souza Castro
  48. Caroline Paiva Miguel
  49. Carolinne Thays Scopel
  50. Cauê Lemos Gatto Ferreira
  51. Cibele Silva Martins
  52. Clarissa Costa
  53. Cláudia Regina Paiva Miguel
  54. Claudia Trindade
  55. Daniel de Nadai
  56. Daniel Saldanha Lacerda
  57. Daniel Terra Ramos do Nascimento
  58. Déa Cozzolino
  59. Denise Alvarenga Aguiar Brasil
  60. Diego Medeiros
  61. Eduardo Glasser da Motta
  62. Eduardo Mantoan
  63. Elaine Vasconcelos da Silva Guimarães
  64. Eliabe Barbosa da Silva
  65. Elisa Martins Silva
  66. Emmanuel Padua Tsalis
  67. Eneida Melo
  68. Erick Barreto
  69. Ernesto Dourado da Rocha
  70. Eva de Jesus Ferreira
  71. Evelyn Silva
  72. Fábio Baptista de Oliveira
  73. Fabio Paiva
  74. Fatinha Lima
  75. Felipe Barreto Quidet Muniz
  76. Felipe Machado Morais
  77. Felipe Velloso
  78. Felippe Oliveira Spinetti de Santa Rita Matta
  79. Fernanda Campello
  80. Fernanda Gappo Lacombe
  81. Fernanda Guimarães
  82. Fernando Medeiros Junior
  83. Filipe Augusto
  84. Filipe Augusto Gois Alves
  85. Flora Daemon
  86. France Nunes de Lima
  87. Francisco Pedro Barreto Pereira
  88. Frederico de Andrade Lessa
  89. Gabriel Bastos
  90. Gabriel Salvador Caldeira dos Santos Peixoto Nogueira
  91. Gabriel Sampaio
  92. Gabriel Souza Bastos Mineiro
  93. Gabriel Souza Zelesco
  94. Gabriela Almeida de Carvalho
  95. Gilberto Dias
  96. Gio Capano
  97. Giulia Tucci
  98. Glauberson Ribeiro de Oliveira
  99. Gracia Maria Guimarães Cardeal Pastoriza
  100. Guaraci Antunes de Freitas
  101. Guilherme Cerejo Ribeiro
  102. Guilherme do Amaral Gurgel
  103. Guilherme Leme Franco Vasques Almeida
  104. Hertz Leal
  105. Hugo Bertha Bastos
  106. Hyldalice de Andrade Marques
  107. Iamara Gonçalves Peccin
  108. Igor de Santana
  109. Igor Kottwitz
  110. Ingrid Arruda Viana
  111. Isabel de Barros
  112. Isabel José de Arruda
  113. Isabel Rodrigues da Graça
  114. Isabel Silva Prado Lessa
  115. Isabelle Christine das Neves Marques da Silva
  116. Jhone Carlos Santos da Cruz
  117. Joabson Cleyton Da Silva
  118. João Edilson Ferreira Junior
  119. João Paulo de Oliveira
  120. Jobede Ferreira Viana
  121. Joel Marques de Moraes
  122. Jordana Almeida de Oliveira e Souza
  123. Jorge Pinto Lopes
  124. José Muniz Navegantes
  125. José Roberto Carolino Anastácio Jackson
  126. Jota Marques
  127. Joyce Enzler
  128. Juan Leal
  129. Julia Brandes Azevedo
  130. Júlia Bustamente Silva
  131. Julia Dantas Ramos
  132. Julia Igreja
  133. Julia Maria da Cunha G. Fernandes
  134. Júlia Portes Viveiros de Castro
  135. Julian Matias Pinto Boal
  136. Juliana B. Gonçalves
  137. Juliana Caetano da Cunha
  138. Juliana dos Santos Paiva
  139. Juliana Marinho
  140. Juliana Souza de Queiroz
  141. Juliane Macedo da Silva
  142. Julio Cesar Gonçalves
  143. Julio Stéphano Rosa Braz
  144. Kahena Martinez Rivero
  145. Kainan Machado
  146. Kawan Lopes
  147. Kenzo Soares Seto
  148. Lana de Holanda
  149. Lândia de Paulo Tavares
  150. Larissa Cunha
  151. Leo Haua
  152. Leonardo Brasil Bueno
  153. Leonardo da Cruz
  154. Leonardo Luiz Cordeiro Ferreira da Silva
  155. Leonardo Veiga
  156. Livia Côrtes Fonseca
  157. Lívia Rodrigues Cavalcante
  158. Lizete Quelha de Souza
  159. Lucas Batal Monteiro Ferreira
  160. Luciana O.B. Gonçalves
  161. Luciano Guimarães de Souza
  162. Luis Artur Sansevero
  163. Luisa Santiago
  164. Luisa Teixeira
  165. Luiz de Souza Machado Neto
  166. Luiz Felipe Ferreira Reis
  167. Luiz Lima
  168. Luna Tapajós Santos Moreira
  169. Magna Correa de Lima Duarte
  170. Maicon Chaves
  171. Marcel Barão Gavazza
  172. Marcello Manoel Cerqueira Francisco
  173. Marcellus Vinicius Duarte da Silva
  174. Marcia Teixeira de Medeiros
  175. Marco Aurélio Santana
  176. Marcos Cesar Schettini Soares
  177. Maria Clara Delmonte
  178. Maria das Dores Gonçalves
  179. Maria dos Camelôs
  180. Maria Eduarda Kersting Faria
  181. Maria Eduardo Moro
  182. Maria Gorete Rosa do Nascimento
  183. Maria Lessa
  184. Maria Paula Avelar Peixoto
  185. Mariana Borralho Teodozio
  186. Mariana Gomes Caetano
  187. Mariana Gomes Vedder
  188. Mariana Vantine Vilela
  189. Mário Jorge Barreto Coutinho
  190. Marx Silva Mascarenhas
  191. Matheus Coelho Oliveira
  192. Matheus Maia Vinhas Barreto
  193. Matheus Rodrigues Paes Cavalcante
  194. Matheus Zanon Gonçalves Carlos
  195. Maura Sousa
  196. Max Paulo Prado Bezerra da Silveira
  197. Maya Eliz Sousa Lima
  198. Maysa Glória
  199. Miguel Ernesto Gabriel Couceiro de Oliveira
  200. Miguel Mattos Silva
  201. Miriam de Fatima Jesus Silva
  202. Mykaella Moreira dos Anjos
  203. Natália Proença
  204. Nelson Teles
  205. Nick Santos
  206. Niedja Guedes
  207. Nina Saraiva Carvalho
  208. Otto Alvarenga Faber
  209. Paloma Silva Gomes
  210. Patrick Lara Marins
  211. Paulo Bastos
  212. Paulo Cesar de Freitas
  213. Paulo César Silva
  214. Paulo Vinícius Inácio da Silva
  215. Pedro Aquino Paiva
  216. Pedro Martins Coelho
  217. Rafael Alfradique Garcia
  218. Rafael Nunes
  219. Rafael Papadopoulous Nogueira
  220. Rafael Pollo Flores de Sá
  221. Rafael Rodrigo de Souto Ferreira
  222. Rafaela Almeida de Carvalho
  223. Raniere Sofia
  224. Rebecca de Oliveira Freitas
  225. Rejane da Silva Moraes
  226. Renato Brito Gomes
  227. Ricardo Luiz de Freitas Brito
  228. Ricardo Silva Brito
  229. Roberto Araújo
  230. Roberto Calheiros Filho
  231. Roberto Morales
  232. Robson Araújo Júnior
  233. Rodrigo Aragão
  234. Rodrigo Fernandes de Lima
  235. Rogério Lustosa Bastos
  236. Rogério Norberto da Cunha Alimandro
  237. Rosa Maria Pereira Cardoso Santos
  238. Rosilene Almeida da Silva
  239. Sabrina Barbosa
  240. Selma Xavier Almeida
  241. Sergio Paulo Aurnheimer Filho
  242. Sheila Teixeira
  243. Sthefani Coutinho Assis dos Santos
  244. Suellen Paim de Melo
  245. Tadeu Alencar de Azevedo Sant’Anna Lemos
  246. Taione Neto Oliveira
  247. Tatiana Cortes Delmonte
  248. Tereza da Silva
  249. Thaiana da Silva Lima
  250. Thaise Albino
  251. Thales Amaral Paes de Mesentier
  252. Thallys Albert Guimarães Leal
  253. Thiago Barreto
  254. Thiago Cruz Teixeira
  255. Tiago da Rosa Guimarães
  256. Tomás Ramos
  257. Tomaz Mefano Fares
  258. Valter Xavier
  259. Vanessa Koetz
  260. Veraci Sousa da Cunha Alimandro
  261. Victor Franco
  262. Victória de Freitas
  263. Vinícius Alves Barreto da Silva
  264. Vinicius Geraldo Carneiro Pereira
  265. Vitória Lourenço Silva
  266. Viviane da Rosa Tavares
  267. Viviane Potiguara
  268. Welington Pedrozo da Silva
  269. Yanna de Miranda Neiva Moreira
  270. Yuri Marques Romariz Bastos