POR UM PSOL À ALTURA DE NOSSO TEMPO: ORGANIZAR A PERIFERIA, COMBATER A EXTREMA-DIREITA E CONSTRUIR UMA ALTERNATIVA INDEPENDENTE!

Para o Congresso Municipal do PSOL Carioca, apresentamos esta tese como uma formulação coletiva que envolveu: militantes do Movimento Esquerda Socialista – MES; jovens que constroem o Juntos!; mulheres do JuntAs!; educadores, estudantes e lutadores sociais da Rede Emancipa de educação popular; militantes do SEPE, SINPRO, SINASEFE, SINTIFRJ, CSP-CONLUTAS, SINDPETRO, ASDUERJ, da Resistência Portuária e ativistas independentes que constroem o PSOL no interior, na região metropolitana e na capital.

Temos orgulho de contar, em nossas fileiras, com o deputado federal David Miranda. Jovem militante negro, LGBTI e cria da favela do Jacarezinho, David foi coordenador da campanha pelo asilo a Edward Snowden no Brasil, na qual contou com a participação do Juntos! e com seu companheiro Glenn Greenwald, o jornalista que divulgou para o mundo os documentos expostos por Snowden. Antes de chegar à Câmara Federal, David foi vereador no Rio de Janeiro, o primeiro parlamentar assumidamente LGBTI da história da Câmara Municipal.

Igualmente assina nossa tese a companheira Patricia Felix Padula, conselheira tutelar eleita com 4.639 votos em 2019, a maior votação da história do Conselho Tutelar no Brasil. É também integrante da Comissão de Direitos Humanos da OAB e do grupo de Assistência Jurídica da OAB/RJ, além de coordenadora da Rede Emancipa de educação popular em Padre Miguel, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Apresentamos aqui debates e propostas concretas frente aos desafios em curso na principal capital política do partido. O Rio de Janeiro é o epicentro do bolsonarismo, mas é também no Rio que o PSOL detém sua maior força. Esse cenário político coloca nosso partido como protagonista nos embates polarizados com a extrema-direita carioca e fluminense, além de nos reservar lugar importante na luta nacional contra o neofascismo.

A partir destas análises e caracterizações, colocamos as tarefas para o PSOL carioca, partido com grande influência eleitoral, mas que ainda não conquistou e organizou as dezenas de milhares de explorados e excluídos do nosso estado que estão dispostos a lutar e construir uma alternativa à barbárie cotidiana do Rio de Janeiro.

O desafio da militância do PSOL, portanto, é ser parte fundamental da organização dos processos de mobilização social e de luta política que pode alterar a correlação de forças no país. O partido deve ser o vetor desses processos, arrastando e tendo unidade de ação com outros setores e movimentos. Contudo, é preciso que apresentarmos um programa de emergência, de caráter transitório, que defenda os setores públicos (como a CEDAE, a educação e a saúde), que articule a vanguarda das ruas com a luta parlamentar e o povo. Um programa orientado pelas pautas democráticas em primeiro lugar, tendo no horizonte as bandeiras do socialismo e da liberdade.

Nesse contexto, defendemos que o PSOL, nos espaços de unidade de ação e de frente única, tenha uma postulação independente e não subordinada, para construir um projeto que seja, a um só tempo, capaz de promover amplas unidades de ação democrática contra o neofascimo e preservar sua independência e perfil próprio dentro da esquerda, compreendendo a diferença entre unidade e adesão.

O PSOL carioca, assim como o partido nacionalmente, deve ter um diagnóstico do bolsonarismo e estar atento aos processos de lutas internacionais, oferecendo solidariedade ativa como forma de aprender com estes processos e de melhor caracterizar a situação brasileira e do Rio de Janeiro. De nossa parte, construímos a IV Internacional como forma de intercâmbio e organização com revolucionários de todo o mundo. O internacionalismo militante é uma tarefa fundamental de todo revolucionário. A definição de integração do Brasil em um processo global em que líderes de extrema-direita ascendem ao poder ajuda a pavimentar nossa caracterização sobre o país e o nosso estado como um eixo da extrema-direita brasileira. Aqui temos uma das combinações mais perigosas do território nacional: líderes neofascistas com base de massas, fundamentalismo religioso e milícias dominando territórios que abrigam mais de 2 milhões de pessoas.

O processo que envolveu a chegada de Bolsonaro ao poder sintoniza, uma vez mais, o Brasil com outros países, tendo os Estados Unidos de Trump como principal modelo. O bolsonarismo é um projeto de contrarrevolução preventiva. Por isso, ataca a educação, a ciência, a intelectualidade crítica e a imprensa. O governo Bolsonaro, com sua plataforma ignorante e obscurantista, acabou com o Ministério da Cultura e despreza as acepções de arte ligadas à genuína tradição popular brasileira. Como se não bastasse, Bolsonaro ainda ataca de modo voraz as mulheres, a população LGBTI, os povos indígenas e o meio ambiente. Além disso, combate o movimento operário, as organizações de esquerda, os movimentos sociais e os direitos civis. Diante deste quadro, queremos construir um caminho alternativo para responder às duas tarefas mais importantes deste período: ampliar a resistência ao projeto de Bolsonaro e forjar uma alternativa e uma estratégia para mudar por completo o regime e o sistema. Esse é o caminho que o PSOL precisa percorrer.

A chegada da extrema-direita ao poder com Bolsonaro é o ponto culminante da crise do regime da Nova República. Como parte da combinação de crises múltiplas e deterioração das condições econômicas, é possível afirmar que o país passa por uma “crise orgânica”, uma situação recorrente em boa parte dos países, na qual – usando a definição de Antonio Gramsci – há uma “ruptura entre as classes sociais e as representações tradicionais”, sendo “característica desse tipo de crise a falência total ou parcial do sistema político-partidário”.

Para nós, vivemos o que Gramsci chamou de “interregno”, período em que o velho ainda não morreu e o novo ainda não nasceu, marcado pela polarização dos extremos. Não partimos da definição de uma onda conservadora, pois, ao mesmo tempo em que a direita cresceu em hegemonia, os movimentos populares, a juventude, as mulheres e o povo em geral sinalizam em muitos países sua oposição contra o neoliberalismo e as políticas das classes dominantes.

Assim, é importante entender Bolsonaro e seu projeto como parte da crise do capitalismo no mundo; como uma resposta, pelo viés autoritário e ultraliberal, às crises de regime oriundas da crise econômica e da insatisfação popular. Nesse caso, a polêmica que fazemos com setores que menosprezam o peso da disputa das ruas durante as Jornadas de Junho – setores que têm em Lula seu chefe político – é fundamental para entender onde estamos. A partir do descontentamento com o modelo social-liberal, dominado pelos banqueiros, as corporações e as “campeãs nacionais” – como Odebrecht, Camargo Correa e JBS –, as ruas foram o território fundamental da disputa. Ao contrário dos que afirmam, como Lula, que foi tudo uma conspiração organizada pela CIA, insistimos que a entrada em cena das massas, com centro na juventude, colocou o Brasil na rota dos movimentos de indignação popular no mundo.

O que se seguiu foi a disputa por quem daria sentido político-ideológico a esse acontecimento. Por isso, não podemos admitir que a ultradireita se aproprie da luta contra a corrupção e das bandeiras antissistêmicas. O partido que queremos precisa ser o melhor representante delas. Os anos de 2015 e 2016 conheceram um movimento articulado pela grande mídia e por setores atrasados das camadas médias – vocalizadas pelo MBL e Vem Pra Rua –, que teve o papel de “simulacro” para disputar os sentidos da insatisfação social, assentando as bases para o golpe parlamentar que derrubou Dilma e empossou seu vice, Michel Temer. Isso também só foi possível, entre muitas outras coisas, porque o PSOL não teve condições de ser referência de massas e de direção.

Foi desse conjunto confuso e contraditório, organizando a desesperança, que Bolsonaro emergiu para o centro do poder. A política dos governos petistas de coexistência com as alas golpistas da cúpula militar e da bancada evangélica garantiu o “fermento” para que Bolsonaro e seus seguidores pudessem aproveitar o vácuo. As igrejas fundamentalistas cumpriram – e cumprem – um papel determinante nos territórios mais pauperizados, introjetando valores e disputando ideologicamente o povo a partir das suas demandas reprimidas, pela ausência do Estado, mas também da esquerda. Esse quadro se completou com a manipulação eleitoral que tirou Lula do páreo e a máquina das fake news, por meio das quais a manobra estava consolidada e a extrema-direita chegou ao poder pelo voto, fato inédito na nossa história.

O que sustenta o plano econômico de Guedes e Bolsonaro é a disposição de guerra social contra o povo e a necessidade de manter um paraíso para o rentismo e os especuladores da banca. Isto conflita diretamente com o enorme fosso social – a marca do Brasil é a desigualdade. As crises econômica e social têm reflexos notórios: o visível aumento da população de rua nas cidades grandes e médias, o desemprego crescente, o retorno de doenças consideradas extintas, como o sarampo, e o incremento da violência urbana são alguns sinais de degradação da situação social do país. Todas essas questões devem ser objeto de elaboração de um programa de emergência.

Bolsonaro declara guerra contra o povo em todos os sentidos: contra a força de trabalho (reformas trabalhista, previdenciária e administrativa); contra a natureza e a biodiversidade (como mostram dados alarmantes de desmatamento no Brasil, poluição de rios etc.); contra o conhecimento, a ciência e a educação; contra a juventude, em especial a juventude negra e periférica (o aumento do encarceramento e dos assassinatos de crianças é, talvez, o maior sinal disso); contra as mulheres (aumento do feminicídio); contra as LGBTIs; contra os direitos democráticos historicamente conquistados (liberdade de imprensa, de cátedra etc); contra a cultura.

Naturaliza-se a violência policial como instrumento de repressão em territórios abandonados pelo Estado, aprofundando a necropolítica (a política de morte que tem como sustentação o neoliberalismo econômico) com a intensificação do processo de genocídio da juventude negra nas favelas e periferias. O Rio de Janeiro é um dos pontos altos dessa política nefasta, tendo como “plus” Wilson Witzel, que tenta disputar o espaço da extrema-direita com Bolsonaro, adotando uma política de extermínio pelas polícias, o que se evidencia com o aumento de mortes também de crianças por armas de fogo, como no caso da menina Ágatha, entre tantas outras.

O governo também contraria todo o seu discurso moralista ao abafar notórios casos de corrupção de dentro do governo, como o envolvimento de Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz com milicianos, as denúncias de desvio e lavagem de dinheiro oriundo de seu gabinete parlamentar, além do escândalo das candidaturas “laranjas” do PSL.

A criação da “Aliança pelo Brasil”, partido neofascista liderado pela família Bolsonaro, é uma sinalização da prioridade conferida à organização política e física da extrema-direita, mesmo num contexto de dificuldades de articulação política do governo no Congresso.

O apontamento de uma saída política contra o governo Bolsonaro coloca-se aos poucos na ordem do dia, apesar de suas contradições. Nesse caminho, a consigna “Fora Bolsonaro” procura dialogar com esta situação, ainda não como uma agitação central para a ação, mas como uma palavra de ordem unificadora que dá sentido comum ao repúdio às diversas medidas do governo.

 

A defesa das liberdades democráticas pode criar as condições para derrotar Bolsonaro e Witzel

É fundamental que o PSOL empreenda todos os esforços para intensificar a luta contra o governo, apostando na organização de atividades de rua com caráter massivo, para repetir os exemplos do “Tsunami da Educação”, quando a juventude e a comunidade educacional demonstraram que é possível se mobilizar para derrotar Bolsonaro.

A defesa das liberdades democráticas é um ponto central na conjuntura, pois reúne setores mais amplos contra o autoritarismo do núcleo programático do bolsonarismo. Promovendo defecções mesmo no campo da direita, o autoritarismo representa um enorme risco à organização não só da esquerda, mas de setores liberais pequeno-burgueses e mesmo de parte da burguesia que não aposta no processo de barbárie em desenvolvimento. Nesse sentido, a unidade de ação em defesa das liberdades democráticas deve buscar todo o diálogo possível, não se restringindo apenas ao campo que compôs o governo petista. O ano de 2019 apresentou muitas lutas nesse terreno, como o enfrentamento à perseguição a Glenn Greennwald com a realização do grande ato plural na ABI e, mais grave, o combate ao atentado fascista contra o grupo “Porta dos Fundos”.

Para enfrentar Bolsonaro e seu projeto neofascista, é necessário construir ampla unidade de ação com todos os setores democráticos. A construção da frente única é parte desta tarefa, atuando sem sectarismo, somando forças em prol de melhores condições de ação política e, nesse contexto, levando adiante uma proposição programática e independente que impeça a diluição de nossas posições nesse movimento de ampliação. Junto a isso, como já afirmamos, está a necessidade da afirmação do PSOL como um vetor.

Nesse terreno residem polêmicas necessárias e que devem ser tratadas no processo congressual do partido. O PT insistiu na prioridade da linha “Lula Livre” – e “Lula inocente”, após sua soltura –, o que aprofundou a inconsistência da construção de uma oposição sólida à altura do desafio do enfrentamento à extrema-direita. Isto porque esta bandeira evidentemente foi incapaz de mobilizar o povo e não se desenvolveu nem mesmo após as contundentes revelações do Intercept Brasil sobre a Operação Lava Jato.

Esta aposta carrega um aspecto contraditório, afinal não pode apagar os casos de corrupção nos governos petistas tornados públicos nos últimos anos, e busca fortalecer muito mais uma posição do PT nos próximos processos eleitorais do que o combate real contra a extrema-direita. A posição dos governadores petistas, de apoio à reforma da previdência nacional e de aprovação da mesma nos estados do Nordeste, evidencia as limitações deste campo. Por sua vez, os setores que atuam por fora da esfera petista (como PCdoB, setores do PSB e PDT e outros grupos menores) têm limitações quanto à estratégia – como se vê na votação das bancadas destes partidos sobre vários temas fundamentais –, mas, por vezes, tentam viabilizar uma oposição que não seja hegemonizada pela direção lulista.

O Rio de Janeiro é um dos pontos centrais desta polêmica. A grave situação do estado e o avanço das milícias sobre o território fluminense são reflexo de um pacto de governabilidade que durou longos anos. O PT e Lula utilizaram o estado como moeda de troca com o PMDB, aliado importante dos governos petistas de Lula e Dilma. Em função deste acordo, sempre foram lenientes com o domínio territorial, econômico e bélico das milícias, que eram uma das bases concretas da hegemonia do PMDB na política do Rio de Janeiro.

Desde 1998, com Lula comandando a intervenção partidária no estado, o arco de alianças do PT se vincula às oligarquias políticas locais. Primeiro com Garotinho, para depois dar um salto com Cabral e Paes. Essa aliança levou a um projeto que teve à frente a casta corrupta do PMDB, envolvida em escândalos de enriquecimento ilícito.

Durante os anos de parceria entre governos do PT e PMDB, as milícias avançaram em todos os sentidos, ampliando suas atividades econômicas, crescendo em número de integrantes e domínio territorial. Hoje, como dissemos mais acima, estima-se que mais de 2 milhões de pessoas morem em territórios dominados por grupos milicianos, que se reinventam a cada dia, dominando cada vez mais setores econômicos. O poder político desses grupos também cresceu. Tudo isso apesar da CPI presidida por Marcelo Freixo. Faltou vontade dos governos petistas para enfrentar o problema, o que implicaria em questionar frontalmente o PMDB do Rio de Janeiro.

A gravidade da situação política do estado teve um salto de qualidade após a execução de Marielle Franco, um crime político brutal que significou um avanço no modus operandi destes grupos. A tendência de endurecimento contra a esquerda e ativistas de direitos humanos se confirmou com a eleição de Bolsonaro e a revelação da íntima ligação da família com milicianos de alta periculosidade. Isto sem contar o desastre que foram os megaeventos que o Rio sediou (Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016), rios de corrupção e aperfeiçoamento do aparato de repressão estatal contra o povo carioca, sobretudo a parcela mais pobre, habitante das periferias.

Diante deste cenário, é necessário que o PSOL e seus militantes lutem para construir todo tipo de unidade de ação democrática, mas, ao mesmo tempo, que o partido se afirme como alternativa anticapitalista e não entregue todo o prestígio social acumulado a duras penas durante os últimos anos. O adesismo ao lulismo vai nos levar a uma derrota política. No sistema de alianças táticas e estratégicas para combater a extrema-direita, é necessário que o PSOL mantenha sua independência e leve em conta os balanços históricos que fizeram a extrema-direita crescer no Brasil. Os governos do PT seguramente contribuíram de forma determinante para que isso ocorresse.

Esta leitura em nada impede a possibilidade de unidade, mas preserva o perfil do PSOL como partido independente, algo fundamental na quadra histórica em que nos encontramos. Rechaçamos a hipótese de reivindicação do “legado” de Lula, posição que coloca em xeque a independência política do PSOL. Certamente, um dos “legados” do lulismo deve ser não se reproduzir o que ele tem de pior, como os acordos de cúpula sem princípios e a ausência completa de projeto independente de organização e mobilização permanente dos de baixo. Neste sentido, a disputa deste ano na cidade do Rio de Janeiro deve ser orientada pela estratégia de afirmar um PSOL com perfil próprio e independente, lutando para postular o partido como alternativa de massas para derrotar a extrema direita.

Para tanto, no terreno eleitoral, devemos ser capazes também de articular alianças eleitorais democráticas com debate programático claro. Na cidade do Rio de Janeiro está colocada esta possibilidade, desde que o líder não seja Lula e sim o PSOL, os agentes políticos que travam uma luta democrática consequente em nossa cidade há mais de uma década. Estamos dispostos a construir unidades, mas com base em um debate programático cristalino, conscientes do papel que cada um cumpriu até aqui e tentando superar os limites do projeto daqueles que governaram o Rio de Janeiro durante todos esses anos. A ausência de uma direção capaz de forjar uma alternativa é uma das marcas centrais da conjuntura.

Mas o partido não pode se postular como alternativa sem um programa de emergência que dialogue com os temas mais urgentes da vida das pessoas, como segurança pública, corrupção, emprego e, agora, a água. Neste sentido, o PSOL precisa lapidar seu perfil: um partido popular enraizado com trabalho social real nas periferias, saindo da zona de conforto; que não tenha medo de enfrentar as contradições essenciais desse terreno, conseguindo aparecer, ao mesmo tempo, como referência política a partir de novas figuras – como as mulheres negras e a juventude periférica – e como organizador das principais lutas por justiça e por direitos.

Isso significa que o PSOL também não pode confundir sua função no terreno eleitoral; não pode confundir tática com estratégia. As eleições sempre foram um terreno fundamental para as disputas reais que temos que travar, mas as eleições não podem ser um fim em si mesmo, devendo apontar para um horizonte estratégico de ruptura com esse sistema e de organização do povo em torno da luta pelos seus direitos.

O partido precisa fortalecer o trabalho de base nas favelas e nas periferias, onde as milícias e o narcotráfico exercem  influência a partir da ausência do Estado. O governo Witzel tomou como eixo a política de genocídio contra o povo negro. Ele não faz guerra contra os magnatas do tráfico e tampouco contra os chefes das milícias, que não moram nas favelas, mas em condomínios luxuosos, como no caso de Ronnie Lessa, acusado de ser o assassino de Marielle. O governo Witzel é o retrato, em certa medida, do processo de “mexicanização” do Rio de Janeiro. E para deter esse percurso, necessitamos cada vez mais de mobilizações de massas que ergam as bandeiras democráticas, civilizatórias e de ruptura com o modelo estabelecido.

De tal modo, para que ocorram mobilizações democráticas nas favelas e na periferia, é necessário haver organização. É nas favelas que Bolsonaro tem perdido mais força, como apontam as pesquisas de opinião, corroboradas por companheiros que vivem nesses territórios. O PSOL tem grandes possibilidades de aumentar sua influência política também na classe média democrática radical, na cultura e nos trabalhadores organizados das categorias. Mas também tem um grande desafio pendente de entrar de modo orgânico nas favelas e nas periferias. Territórios em que a força das igrejas evangélicas de matriz neopetencostal é crescente. O PSOL-RJ tem o dever de disputar todos os setores explorados e oprimidos para um programa de maioria social. Portanto, a disputa pedagógica dos territórios do povo é decisiva nesta etapa. Os setores vinculados à educação popular têm sido linha de frente deste desafio dentro do PSOL. Reivindicamos como exemplo concreto do que defendemos o trabalho realizado pelo Emancipa em Vila Isabel, Jacarepaguá, Padre Miguel, no DEGASE, Belford Roxo, São Gonçalo, Casimiro de Abreu, Petrópolis e Santo Antônio de Pádua.

Tudo isto é possível porque o PSOL manteve-se como uma alternativa independente até aqui. As movimentações de diferentes setores da vanguarda e da população em direção ao nosso partido o colocam hoje num novo patamar, representando as lutas da juventude, das mulheres, da negritude, da população LGBTI, da classe trabalhadora. A intervenção nas mobilizações das ruas (tais como nas jornadas do 15M, 30M e 14 de abril do ano passado) e o crescimento das bancadas de parlamentares indicam nosso nível e as possibilidades do partido como representante de uma política socialista para o futuro. A expressão política adquirida pelo PSOL na luta pelas liberdades democráticas deu um salto com a truculência de Bolsonaro. A luta pelo legado de Marielle Franco transformou-se numa marca combativa por meio da qual o partido é reconhecido em todo o país. Esse é o legado que devemos honrar e potencializar todos os dias. A começar pelo calendário de mobilização nacional: 8 de março, dia internacional de luta das mulheres; 14 de março, 2 anos do assassinato de Marielle; 18 de março, greve nacional da educação. 

Não temos dúvidas de que, se a militância partidária assumir parte das tarefas que aqui propomos, daremos ao partido um corpo mais são e equilibrado. São todas ideias que visam transformar o peso eleitoral, que indiscutivelmente tem peso social, em corpo estrutural para que o PSOL se coloque à altura dos desafios que tem. Aspiramos um debate rico e construtivo, sem falsas polêmicas, olhando para o presente e o futuro. Lutando pelo legado de Marielle ganharemos também força para fazê-lo. Convidamos a militância do PSOL-RJ, em especial os novos filiados, a somarem-se a estes desafios que aqui propusemos. 

 

Assinam essa tese:

 

  1. David Miranda, Deputado Federal, Rio de Janeiro/RJ
  2. Honório Oliveira, Direção do PSOL RJ, Direção Nacional do MES, Rio de Janeiro/RJ
  3. Zeneide Nazaré lima dos Santos, Executiva Nacional do PSOL, Rio de Janeiro/RJ
  4. Pedro Fuentes, Direção Nacional do MES, Niterói/RJ
  5. Camila Souza, Executiva Municipal Carioca, Dirigente Nacional do Juntos, Rio de Janeiro/RJ
  6. Leandro Fontes, Executiva Estadual PSOL RJ, Coordenação Nacional do MES, Rio de Janeiro/RJ
  7. Thais Coutinho, Diretora do SEPE, Rio de Janeiro/RJ
  8. Samara Castro, Advogada do PSOL, Rio de Janeiro/RJ
  9. Patricia Felix de Lima Padula, Conselheira Tutelar, Emancipa, MRP, Rio de Janeiro/RJ
  10. Fabi Amorim, Diretora da UNE, Rio de Janeiro/RJ
  11. Juliano Niklevicz Teixeira, Emancipa, Rio de Janeiro/RJ
  12. Silvana Louzada, SINTIFRJ, Rio de Janeiro/RJ
  13. Italo Pires, Direção Estadual do PSOL RJ, Secretário-geral da CDH da OAB-RJ, Rio de Janeiro/RJ
  14. Armindo Lajas, Diretor do SEPE Central, Rio de Janeiro/RJ
  15. Italo Jardim, Executiva Estadual do MES-RJ, Rio de Janeiro/RJ
  16. Vanderlea Aguiar, Diretora do SEPE Central, Emancipa, Setorial de mulheres PSOL RJ, Rio de Janeiro/RJ
  17. Nicolás Calabrese, Emancipa, Rio de Janeiro/RJ
  18. Guilherme Wamburg, Emancipa, Rio de Janeiro/RJ
  19. Luiz Coelho Teixeira, Rio de Janeiro/RJ
  20. Riccardo Padula, Rio de Janeiro/RJ
  21. Wellington da Silva Freitas, Rio de Janeiro/RJ
  22. Evandro Junior, Rio de Janeiro/RJ
  23. Fábio Aguiar de Alencar, Rio de Janeiro/RJ
  24. Davi Souza Martins, Rio de Janeiro/RJ
  25. Marcos Rondinelli de Andrade Aires, Rio de Janeiro/RJ
  26. Luis Fernando Zibell dos Santos, Rio de Janeiro/RJ
  27. Arthur Figueiredo, Rio de Janeiro, RJ
  28. Martha Raquel Twice de Sousa, Rio de Janeiro/RJ
  29. Luiz Carlos Teixeira Coelho Filho, Rio de Janeiro/RJ
  30. Linnesh Ramos, Emancipa, Setorial de Mulheres PSOL RJ, Rio de Janeiro/RJ
  31. Thais Guimarães de Oliveira, Rio de Janeiro/RJ
  32. Douglas de Jesus Gonçalves, Rio de Janeiro/RJ
  33. Nayana dos Santos Menezes, Rio de Janeiro/RJ
  34. Theo Louzada, Diretor de Universidades Públicas da UEE-RJ, Rio de Janeiro/RJ
  35. Vitor Hugo Macedo, Coordenador Geral do DCE da UFRJ e membro do Diretório Acadêmico da Escola de Química UFRJ, Rio de Janeiro/RJ
  36. Kathleen Magina, Diretora de Universidades Privadas da UEE-RJ, membra do Centro Acadêmico de Psicologia da Estácio João Uchoa, Rio de Janeiro/RJ
  37. Yasmin Barroso, Diretora de Movimentos Sociais da UEE-RJ, Presidenta da União dos Estudantes de Saquarema, Rio de Janeiro/RJ
  38. Lais Buarque,Diretora do DCE-PUC, Rio de Janeiro/RJ
  39. Carlos Guedes, Diretor do DCE Celso Lisboa, Rio de Janeiro/ RJ
  40. Amanda Nolasco, Diretor do DCE Celso Lisboa, Rio de Janeiro/RJ
  41. Maria Fernanda Costa, Diretora de Movimentos Sociais do DCE UFRJ, Rio de Janeiro/RJ
  42. Júlia Barcelo, Diretora de Cultura do DCE UFRJ, membra do Centro Acadêmico de Serviço Social da UFRJ, Rio de Janeiro/RJ
  43. Daniel Costa, Diretor de Assistência Estudantil do DCE UFRJ,Centro Acadêmico de Gestão Pública da UFRJ, Rio de Janeiro/RJ
  44. João Pedro de Paula, Diretor de Direitos Humanos da UEE-RJ, Rio de Janeiro/RJ
  45. Lucas Villar, Diretor do DCE da PUC, Rio de Janeiro/ RJ
  46. Vitor de Vasconcellos, Diretor do DCE da PUC, Rio de Janeiro/RJ
  47. Thaila Santos, Diretora de Mulheres do DCE UFRJ, Rio de Janeiro/RJ
  48. Adriana Herz, Coordenadora do Movimento Juntas, Rio de Janeiro/RJ
  49. Julia Melissa, Diretora do Centro Acadêmico de Música da UFRJ, membra da pasta de mulheres do DCE UFRJ, Rio de Janeiro/RJ
  50. Alain Christian Roger Geffrouais, São Gonçalo/RJ
  51. Victor Brito, Diretor do Centro Acadêmico de Música da UFRJ, Rio de Janeiro/RJ
  52. Gustavo Batista, Diretor do Diretório Acadêmico da Escola de Química da UFRJ, Rio de Janeiro/RJ
  53. Ana Lídia Pires, Rio de Janeiro/RJ
  54. Alan Coutinho, Rio de Janeiro/RJ
  55. Alana Oliveira, Rio de Janeiro/RJ
  56. Alice Maciel, Rio de Janeiro/RJ
  57. Ana Caroline Tavares, Rio de Janeiro/RJ
  58. Ana Lídia Pires, Rio de Janeiro/RJ
  59. Ana Beatriz Oliveira, Rio de Janeiro/RJ
  60. Andreia Meireles, Rio de Janeiro/RJ
  61. Camila Pedro, Rio de Janeiro/RJ
  62. Carol Tiburcio, Rio de Janeiro/RJ
  63. Carol Mulato, Rio de Janeiro/RJ
  64. D’ ngelo Rocha, Rio de Janeiro/RJ
  65. Fernanda Piccolo, Rio de Janeiro/RJ
  66. Gabriela Santana, Rio de Janeiro/RJ
  67. Gabriela Mainardes, Rio de Janeiro/RJ
  68. Iago Chiappetta, Rio de Janeiro/RJ
  69. Jéssika Oliveira, Rio de Janeiro/RJ
  70. Júlia Gomes Agero, Rio de Janeiro/RJ
  71. Leila Vilar, Rio de Janeiro/RJ
  72. Letícia Ribeiro, Rio de Janeiro/RJ
  73. Lucas Soares, Rio de Janeiro/RJ
  74. Thalia Macedo, Rio de Janeiro/RJ
  75. Maria Luiza Côrtes, Rio de Janeiro/RJ
  76. Mérope Messias, Rio de Janeiro/RJ
  77. Moises Pepe, Rio de Janeiro/RJ
  78. Matheus Lisboa, Rio de Janeiro/RJ
  79. Pedro Brazil, Rio de Janeiro/RJ
  80. Renan Barbosa, Rio de Janeiro/RJ
  81. Taís Figueiredo, Rio de Janeiro/RJ
  82. Vitória Marques, Rio de Janeiro/RJ
  83. Julia Andrade Sales Diniz, Rio de Janeiro/RJ
  84. Julia TessmannKonflanz, Rio de Janeiro/RJ
  85. Priscila Ferreira Loureiro Pires, Rio de Janeiro/RJ
  86. Ana Carolina Kort-KampMenegat, Rio de Janeiro/RJ
  87. Ana Caroline Xavier Leite, Rio de Janeiro/RJ
  88. Ana Lúcia Gonçalves, Rio de Janeiro/RJ
  89. Ana Lucia Pereira Picanço, Rio de Janeiro/RJ
  90. Ana Maria de Mattos Vaz, Rio de Janeiro/RJ
  91. Andrea Arias Valllloveras, Rio de Janeiro/RJ
  92. Angelica Neves dos Santos, Rio de Janeiro/RJ
  93. Bruno Teixeira, Rio de Janeiro/RJ
  94. Camilla Almeida, Rio de Janeiro/RJ
  95. Chris Zelglia, Rio de Janeiro/RJ
  96. Daniel de Paula Batista, Rio de Janeiro/RJ
  97. Daniel Rangel Cabral Jr, Rio de Janeiro/RJ
  98. Daniela Fragoso Kraemer Moraes, Rio de Janeiro/RJ
  99. Davi Soares Ribeiro, Rio de Janeiro/RJ
  100. Diego F. dos Reis, Rio de Janeiro/RJ
  101. Dinah Pinheiro Macieira Aguiar, Rio de Janeiro/RJ
  102. Felipe da Silva Aveiro, Rio de Janeiro/RJ
  103. Felipe Geovani Nascimento da Silva, Rio de Janeiro/RJ
  104. Fernanda Carolina Alves Felix, Rio de Janeiro/RJ
  105. Gabriel Castillo, Rio de Janeiro/RJ
  106. Isabel Ávila Fernandes Barros, Rio de Janeiro/RJ
  107. Jeanine Brandao, Rio de Janeiro/RJ
  108. Jessica Pinheiro Vidal, Rio de Janeiro/RJ
  109. Jhonyson Paulo Silva Magalhães, Rio de Janeiro/RJ
  110. Kássia Maria Silva Oliveira, Rio de Janeiro/RJ
  111. Katiany Franco Santos, Rio de Janeiro/RJ
  112. Larissa Corado Campos Lima, Rio de Janeiro/RJ
  113. Leandro de Góes, Rio de Janeiro/RJ
  114. Lourrane Cardoso dos Santos, Rio de Janeiro/RJ
  115. Lucas Corado Campos Lima, Rio de Janeiro/RJ
  116. Lucas Muniz, Rio de Janeiro/RJ
  117. Luciene Pires dos Santos, Rio de Janeiro/RJ
  118. Luis Felipe, Rio de Janeiro/RJ
  119. Luis Fernando Zibell dos Santos, Rio de Janeiro/RJ
  120. Luiza Sansão    Rio de Janeiro, Jornalista Mandato Eliomar Coelho, Rio de Janeiro/RJ
  121. Marcella Luiza Almeida de Jesus, Rio de Janeiro/RJ
  122. Márcia Feitosa Pereira de Araújo, Rio de Janeiro/RJ
  123. Márcia Leal Bittencourt, Rio de Janeiro/RJ
  124. Matheus Mantuani Nunes, Rio de Janeiro/RJ
  125. Pablo Braz Fontes Ferreira, Rio de Janeiro/RJ
  126. Patricia Jacinto Vasconcellos, Rio de Janeiro/RJ
  127. Pedro Lucas Santos, Rio de Janeiro/RJ
  128. Pedro Nascimento, Rio de Janeiro/RJ
  129. Renata Marins Alvim Gama, ASDUERJ/ANDES, Rio de Janeiro/RJ
  130. Ricardo Carneiro Ribeiro Pinto, Rio de Janeiro/RJ
  131. Sandy da Silva Martins, Rio de Janeiro/RJ
  132. Silvia Mundstock, Rio de Janeiro/RJ
  133. Silvia Priscila Juppa, Rio de Janeiro/RJ
  134. Talita de Lima Gomes, Rio de Janeiro/RJ
  135. Tatianne Filgueira da Nóbrega, Rio de Janeiro/RJ
  136. Uavilen Nogueira Silva, Rio de Janeiro/RJ
  137. Vânia Gonçalves Pereira, Rio de Janeiro/RJ
  138. Veronica Andrade Mariano, Rio de Janeiro/RJ
  139. Yasmin FadulOrnellas, Santo Antônio de Pádua/RJ
  140. Yuri Monteiro, Padua/RJ
  141. Ágatha Correa Cler, Rio de Janeiro/RJ
  142. Luciana da Silva Correa, Petrópolis/RJ
  143. Gilcelio de Souza Cler, Petrópolis/RJ
  144. Tálita Correa Cler, Petrópolis/RJ
  145. Glaucia Mendes Salomão, Petrópolis/RJ
  146. Camila Luiza Almeida de Jesus, Rio de Janeiro/RJ
  147. Marcella Almeida, Rio de Janeiro/RJ
  148. Lucas Muniz, Rio de Janeiro/RJ
  149. Isabela Antunes, Rio de Janeiro/RJ
  150. Lucas Corado, Rio de Janeiro/RJ
  151. Luiz Fernando, Rio de Janeiro/RJ
  152. Felipe Aveiro, Mandato David Miranda, Rio de Janeiro/RJ
  153. Rebeca Mendonça Gaspar, Rio de Janeiro/RJ
  154. Helena Almeida, Mandato Glauber, Rio de Janeiro/RJ
  155. Elizabeth Correa, Rio de Janeiro/RJ
  156. Júlia Freitas Lage, Rio de Janeiro/RJ
  157. Anderson da Silva Godinho, Rio de Janeiro/RJ
  158. Marcos Bruno Belizario, Rio de Janeiro/RJ
  159. Amancio Cezar, Rio de Janeiro/RJ
  160. Tarcísio Firmino da Silva, Rio de Janeiro/RJ
  161. Marcelo Santan’a, Rio de Janeiro/RJ
  162. Maria da Conceição Borges Costa, Rio de Janeiro/RJ
  163. Luiz Gustavo Miguel Costa, Rio de Janeiro/RJ
  164. Tiago Mello, Setorial Jurídico do PSOL, Rio de Janeiro/RJ
  165. Hugo Carneiro, Setorial LGBT, Rio de Janeiro/RJ
  166. Luis Coelho, Setorial LGBT, Rio de Janeiro/RJ
  167. Pedro Parga, Setorial LGBT, Rio de Janeiro/RJ
  168. Marcia Lima, Setorial LGBT, Rio de Janeiro/RJ
  169. Igor Martiniano, Setorial LGBT, Rio de Janeiro/RJ
  170. Eduardo Soares, Rio de Janeiro/RJ
  171. Anna Clara de Almeida Conte, Rio de Janeiro/RJ
  172. Jeferson Lucas, Coordenador Geral da Mídia UFF, Rio de Janeiro/RJ
  173. Cacilda Patricio Teixeira, Rio de Janeiro/RJ
  174. Tatiana Vasconcelos Aguiar, Rio de Janeiro/RJ
  175. Daniela Fragoso Kraemer Moraes, Rio de Janeiro/RJ
  176. Ana Caroline Tavares Domingos, Rio de Janeiro/RJ
  177. Georgia Lima, Rio de Janeiro/RJ
  178. Cristiane Albuquerque, Rio de Janeiro/RJ
  179. Apoena Travassos Pacheco, Mandato David Miranda/RJ
  180. Reginaldo Oliveira, Mandato David Miranda, Rio de Janeiro/RJ
  181. Flávio CaminadaSabrá, Rio de Janeiro/RJ
  182. Cleide Barbara Pereira, Rio de Janeiro/RJ
  183. Fernando Sérgio dos Santos, Rio de Janeiro/RJ
  184. Viviane Gomes de Araújo Silva, Rio de Janeiro/RJ
  185. Jéssica Caroline da Silva Coimbra, Rio de Janeiro/RJ
  186. Rosangela Mello de Queiroz, Rio de Janeiro/RJ
  187. Daniele Mello de Queiroz, Rio de Janeiro/RJ
  188. Lívia De Castro Dias da Silva, Rio de Janeiro/RJ
  189. Renata Fonseca, Rio de Janeiro/RJ
  190. Leonardo V Oliveira, Rio de Jameiro/RJ
  191. Cristina Gimenez Cortez Diniz, Rio de Janeiro/RJ
  192. Julianamello de queiroz, Rio de Janeiro/RJ
  193. Darlly Erika Silva dos Reis, Rio de Janeiro/RJ
  194. Enita da Silva Souto Jorge, Rio de Janeiro/RJ
  195. Carlos Alberto Mota Ribeiro, Rio de Janeiro/RJ
  196. Walace Puri, Rio de Janeiro/RJ