RENATA SOUZA 50, CANDIDATA À PREFEITA DO RIO
COLIGAÇÃO UM RIO DE ESPERANÇA (PSOL/PCB/UP)

Renata Souza é carioca da favela, jornalista, doutora em comunicação, negra, feminista e com mais de 12 anos de militância na defesa dos direitos humanos. Criada no Complexo de Favelas da Maré, desde a infância, conheceu o Rio de Janeiro da perspectiva do trabalhador: ponto de ônibus , fila do SUS, falta d’água, desigualdade e insegurança.

Em 2006, uma criança de sua família foi morta por um tiro de fuzil. Renan, tinha apenas 3 anos. Esse evento foi crucial para que a pauta da segurança pública se tornasse sua prioridade, fazendo com que a jovem moradora da Maré se envolvesse ainda mais nos movimentos sociais e na luta pelo direito à vida.

Historicamente, a militância é uma característica da população da Maré. Nesse território de lutas, Renata Souza entendeu muito cedo que falava de um lugar onde gritar não seria o suficiente para ser ouvida. Precisava ser estratégica. Estudou no pré-vestibular comunitário da Maré, onde conheceu a amiga e companheira de lutas Marielle Franco. Aprovada, torna-se a primeira de sua família a ingressar no nível superior. Com bolsa integral, na Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ), começa a agregar conhecimento teórico à realidade que sempre viveu na prática.

Estudar em uma universidade particular, na área nobre da cidade foi um desafio muito solitário. Longas viagens de ônibus, roupas que destoavam do estilo dos colegas, um repertório que parecia não ter valor do outro lado do túnel. Como comunicadora popular, Renata Souza atuou por mais de 15 anos em diferentes favelas para inserir a luta em defesa da vida na pauta da comunicação comunitária.

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Enquanto jornalista, Renata se dedicou a furar o bloqueio da mídia tradicional e humanizar a cobertura dos casos de violência praticados pelo Estado para evitar que a vítima, em sua maioria preta, pobre e favelada, seja criminalizada nas manchetes midiáticas.

A experiência de Renata Souza na política institucional é sólida e longeva. Ela trabalhou por 10 anos na consolidação do mandato do deputado Marcelo Freixo. Em 2016, coordenou a campanha da Marielle Franco para vereadora e com a vitória, acompanhá-la foi um caminho natural. Marielle convida Renata para ser sua chefe de gabinete, cargo da mais alta confiança e responsabilidade política. Em 2018, mais um trauma, a vereadora e seu motorista Anderson Gomes foram executados. Não houve tempo para viver o luto, Renata trouxe para si a missão de dar continuidade ao legado de Marielle na luta pelos direitos humanos no Rio de Janeiro.

Hoje Deputada Estadual, Renata foi a mais votada da esquerda. É uma das mais relevantes vozes dentro da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, preside a Comissão de Direitos Humanos da casa, cargo já ocupado por Marcelo Freixo. Atuou pessoalmente como interlocutora entre a relatora sobre execuções sumárias, extrajudiciais e arbitrárias das Nações Unidas (ONU), Agnès Callamard, e a família do jovem Marcus Vinícius da Silva que foi assassinado em 2018 por agentes de segurança do Estado. No mesmo ano, a deputada também apresentou denúncias nos encontros realizados com Margarette May Macaulay, comissária Interamericana de Direitos Humanos e relatora sobre os Direitos das Mulheres e sobre os Direitos de Afrodescendentes da OEA. Este ano, foi autora da lei que cria medidas para o combate da COVID-19 nas favelas e periferias do Estado.

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