Núcleo Leonel Brizola do PSOL

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TESE APRESENTADA AO 3º CONGRESSO DO PSOL CARIOCA

TESE DO NÚCLEO LEONEL BRIZOLA DO PSOL

A primeira incumbência, numa tese estadual e municipal para o congresso do PSOL carioca, é analisar porque o Rio de Janeiro de 2004 para cá entrou em falência orçamentária. Esta falência não foi coincidência, foi concretizada com o golpe institucional. As redes sociais permitiram que setores de direita marginalizados na sociedade crescessem e pudessem se infiltrar nos movimentos de rua e buscar a desestabilização dos governos democráticos sob a égide do moralismo, da ética e do combate a corrupção. A partir daí, começa uma onda de denuncismo (que é uma característica dos dedo-duros das ditaduras), abrindo caminho para as principais armas do fascismo, tais como: pré-julgamentos e pedidos de prisões baseadas em suspensões geraram uma histeria na sociedade que culminou com a derrubada da presidente Dilma Rousseff. Isto não significa que devemos retirar as críticas ao governo Lula e Dilma em especial confundir o governo de coalizão formalizado pelos partidos diferentemente da entrega do estado do Rio de Janeiro para governabilidade de Dilma. Cabe ressaltar que nossa força política através do governador Leonel Brizola rompe com o governo Lula por conta da nomeação de Henrique Meirelles para presidir o Banco Central, um pouco antes da criação PSOL.

No Brasil a ponta de lança de todas as ofensivas da direita é a Petrobras que depois da quebra do monopólio estatal promovida por FHC teve uma atuação mais como empresa privada e de captação de renda do que uma empresa de natureza pública. A Petrobras esteve à disposição para atender as demandas exportadoras da economia primária da Nação. Isso reforçou o caráter colonial da economia brasileira. Só para se ter uma ideia: a participação da indústria no PIB voltou ao que era nos anos 40 do século passado, ou seja, menos de 10%; a dívida pública saltou de 64 bilhões para 4,5 trilhões de reais; houve um aprofundamento da concentração de terra, onde a área ocupada pelo latifúndio saltou de 128 para 244 milhões de hectares. Só em 2015, as subvenção para o agronegócio somaram 43 bilhões de reais.

Não dá para associar um governo de esquerda unicamente com a questão da justiça social. O PT substituiu a palavra proletário pela palavra pobre. O termo pobre não é uma categoria sociológica. A propalada nova “classe média” dos dois governos do PT situava-se na faixa salarial entre 290 a 1020 reais. Sabemos que aproximadamente 80% da população economicamente ativa do País ganha até três salários mínimos. Portanto, a queda do governo petista não se deu em razão de sua contradição com o capital internacional, tal como aconteceu com o presidentes Getúlio Vargas e João Goulart. Basta comparar as reformas de Jango e as ações do governo federal entre 2003 a 2016, podemos destacar entre elas: o controle da remessa de lucros. Cabe relembrar que a dívida externa no governo Jango era 4 milhões de dólares e quando terminou a ditadura era de 500 bilhões de dólares. Dívida externa que é a raiz de nossa dependência externa. A denúncia dessas perdas internacionais é a essência do trabalhismo reivindicada por Leonel Brizola.

Nos anos de 2003 a 2016, o projeto de governabilidade baseado na conciliação de classes funcionou quando as commodities estavam em alta no mercado internacional. A partir do momento que falta dinheiro, os atores da elite – multinacionais, bancos e os especuladores – começaram a ver ameaçada suas vantagens financeiras. A pressão por políticas de austeridade já são notadas logo após a reeleição da presidente Dilma Rousseff que imediatamente após os resultados eleitorais adota as propostas econômicas do candidato derrotado Aécio Neves. Entretanto, com o PT, as reformas iam num ritmo muito mais lento do que exigido pelo mercado financeiro. Por essa razão usaram como pretexto as pedaladas fiscais para promoverem o golpe do pseudo-impeachment da presidente. A operação Lava-Jato foi o instrumento utilizado pela direita e a imprensa golpistas para interromper com a institucionalizada política, assim como para destruir as empresas nacionais, na estratégia imperialista de tomar de assalto nossas riquezas naturais. O golpe só foi consolidado graças a aliança espúria com os setores mais reacionários do judiciário.

Michel Temer  (araponga da ditadura) foi alçado pelo PT à condição de vice-presidente em nome do toma lá da cá, diferente da coalizão, por exemplo, dos partidos de esquerda europeus. Michel Temer, a partir do momento em que assume a Presidência, promove a radicalização do neoliberalismo no Brasil, colocando em prática o documento elaborado pelo gato angorá (Moreira Franco) – Uma Ponte para o Futuro – , promovendo o maior ataque aos trabalhadores desde 1964. As reformas trabalhistas, os perdões das dívidas dos empresários e latifundiários com a União, a utilização de recursos federais como moeda de troca para a manutenção do governo que tem como objetivo aprofundar a espoliação do capital sobre o trabalho. A reforma trabalhista, a proposta de reforma previdenciária, a privatização da educação e da saúde revelam a face cruel de um governo anti-povo.

É muito triste reconhecer que setores da esquerda de maneira equivocada corroboraram com o golpe no Brasil quando levantaram a bandeira do Fora Dilma.   Infelizmente a mesma situação de setores do sindicalismo venezuelano que estão fazendo o mesmo erro de avaliação política, se aliando com a direita imperialista para derrubar Maduro. O ranço com o PT foi maior do que a luta contra o golpe e os direitos civis da população e da defesa das nossas riquezas naturais e energéticas. É urgente que façamos um debate fraterno e duro, respeitando nossas divergências, fazendo as devidas autocríticas, com o objetivo de construirmos um programa mínimo para buscarmos a unidade nacional. Cabe ressaltar que neste momento no Congresso Nacional a bancada do PSOL vota com as demais bancadas progressistas na defesa da previdência, dos direitos trabalhistas, contra as privatizações e o desmonte do Estado brasileiro. Precisamos ter esta prática no Estado e no município do Rio de Janeiro.

RIO DE JANEIRO

Gostaríamos de lembrar Leonel Brizola mais uma vez antecipando o futuro: “mais dia, menos dia, muitas personalidades importantes que estão no PMDB de hoje vão se unir ao PDS (atualmente DEM), na medida em que fomos levantando questões sociais e questionando o atual modelo econômico, quando chegar a hora da verdade, a verdadeira natureza do PMDB irá levá-lo para uma aliança com os conservadores”.

Leonel Brizola sabia muito bem o que era o PMDB porque conhecia a história das principais lideranças políticas deles. Não obstante, é necessário fazer uma genealogia deste partido, cresceu na estufa da ditadura e com a redemocratização teve e tem atuação determinante em todos os governos, tanto no sentido de manter a “estabilidade política” com seu famoso fisiologismo, quanto no sentido de provocar o caos social como vimos recentemente.

O Rio de Janeiro foi e é o Estado que mais sofreu as consequências nefastas das administrações do PMDB. Isso começou com o chaguismo que ao ser derrotado por Brizola passa toda dívida da construção do metrô  pelo governo federal para o Banerj tentando inviabilizar e falir o Estado. Na farsa do Pano Cruzado de José Sarney, Moreira Franco se elege pelo PMDB com setores de esquerda dando abraço na Lagoa com Gabeira-Rede Globo derrotando Darcy Ribeiro. O gato angorá foi o responsável pela destruição dos CIEP’s, impossibilitando que milhares de crianças pudessem hoje ter uma educação de qualidade e uma vida digna. Foi também Moreira Franco que inaugurou a prática de soltar bombas em manifestação de professores por reivindicações classistas. Portanto, em matéria de crimes contra a educação, contra os direitos humanos, obter lucros com a obsessão privatista e incompetência administrativa caracterizam os governos do PMDB.  Por esse motivo defendemos que há uma continuidade histórica que liga Moreira Franco e Michel Temer a Cabral-Pezão.

Com a crise das commodities, principalmente com a queda dos preços do barril do petróleo e a mudança da lei dos royalties, somado ao superfaturamento das obras da Copa do Mundo e das Olimpíadas, a farra das isenções fiscais, os super salários do judiciário, inviabilizou o Estado. É importante frisar que para a consolidação do golpe é necessário destruir o Estado Rio de Janeiro, da mesma forma que a ditadura destruiu o Estado da Guanabara. Por essas razões o governo Temer-Pezão realiza sucessivos arrestos acarretando: sucateamento da educação; falta de recursos para hospitais; precarização da  UERJ, UENF, FAETEC`s; privatização da CEDAE; níveis alarmantes de desemprego no Estado e atraso deliberado no pagamento dos servidores públicos. Cabe ressaltar que os super salários do judiciário e as suas aposentadorias acima do teto constitucional contribuem para a falta de uma recursos para o pagamento dos servidores do executivo estadual.

O caos social, político e econômico em que vive o País e o Estado, dá margem para o acirramento das tensões. Por estas razões o governo Pezão utiliza a Polícia Militar para massacrar o povo e os movimentos sociais com porrada, tiro e bomba.  Ao mesmo tempo se valendo da democracia da internet estimulam o clima de ódio que toma conta das ruas promovendo políticos que antes eram vistos como inexpressivos passam a ocupar o primeiro plano do cenário nacional, como é o exemplo do deputado Jair Bolsonaro com sua ideias homofóbicas, racistas e de entreguismo de nossa Nação. O pensamento e prática fascistas que eram escondidas agora são expostas como na Itália Mussolini, sustentadas pelos juízes daquela época. O estímulo a intolerância contra as chamadas minorias ganhou dimensões nunca vistas. Racismo, xenofobismo, homofobia, machismo e intolerância religiosa é o que presenciamos diariamente nas ruas e nas redes sociais. O PSOL tem uma história muito bonita na luta contra todos os tipos de preconceito, o que nos atraiu para este campo com muito orgulho. É nossa tarefa chamarmos os companheiros para mantermos a unidade e ampliar a luta e o trabalho pedagógico no povo para que possamos construir uma sociedade justa, fraterna, humana, plural, tolerante e socialista.

Ao contrário dos neoliberais, que desejam o Estado mínimo, nós trabalhistas entendemos que neste momento de crise só o Estado nacional-democrático pode conduzir nossa recuperação econômica e social. Considerando as privatizações fraudulentas defendemos a encampação das empresas e reforma constitucional numa assembleia livre, democrática, soberana, escolhida exclusivamente para este fim como ocorreu em 1945 no final da segunda Guerra Mundial. Portanto, lutar contra o distritão e ganhar as eleições estaduais devem ser prioridades para o partido. Vencer o sectarismo interno e incompreensões são imprescindíveis para construção de uma bloco de esquerda que passa derrotar essas forças retrógradas e golpistas.

A eleição municipal do município do Rio de Janeiro de 2016 nos mostrou que esta unidade é possível. Entendemos que Temer e Pezão avançam com taque no Estado e no município do Rio de Janeiro porque aqui foi o único lugar onde o PMDB foi derrotado e, consequentemente, poderá resistir ao golpe. Como na eleição de 1974 onde o Arenão só perdeu no Rio de Janeiro para o MDB e por isso os militares fizeram a fusão para acabar com a oposição. Cabe aqui resgatar a história dos governos populares no Rio de Janeiro como as ações do governador Leonel Brizola, tais como: o plano de cargo e salário com piso de três salários mínimos e meio; os professores do Estado estavam em greve pouco antes de assumir o segundo governo, o governador convidou o comando de greve para uma conversa e propôs o  decreto onde ninguém poderia ganhar mais que o governador, assim haveria dinheiro para o pagamento e reajuste os professores; implantou o maior programa educacional já realizado no Brasil de construção de escolas e contratação de professores. Assim como  o PSOL defende a UERJ e o Maracanã, entendemos que o partido deve defender também a revitalização de todas as escolas estaduais e dos Centros Integrados de Educação Públicas – os CIEP`s.

Outra ação que deve nos nortear foi a encampação e fortalecimento da empresa pública CTC que por sua existência permitiu a instituição do passe livre para todos os estudantes uniformizados, diferentemente de hoje que se utiliza recursos públicos para pagar as passagens dos estudantes com a desculpa que as linhas poderiam falir. Infelizmente o PMDB de Moreira Franco devolveu a empresa encampada destruindo assim a CTC. Só para lembrar: até mesmo nas Inglaterra, o transporte é gratuito para todos.

No município do Rio de Janeiro a política é a mesma, contudo aqui está sendo construído o projeto de teocracia com vistas a destruição da República laica. Podemos comparar ao mesmo projeto teocrático que acontece no mundo árabe que aqui apelidaram de Primavera Árabe equivocadamente, onde a República da Síria está sendo destruídas pelo Estado Islâmico, bem como a Líbia e o Iraque, tudo apoiado pelo Trump e pelos Estados Unidos da América. Inicia-se aqui a apologia e ataques as religiões de matrizes africanas, indígenas e católicas. Também, aqui, os fascistas querem nos impor a Escola sem história que na prática é o que eles chamam de Escola sem Partido.

 

PSOL E O TRABALHISMO

A esquerda brasileira, principalmente a que se formou em meados dos anos 1970, no auge das greves do ABC paulista teve enorme dificuldade de enxergar o trabalhismo como campo socialista. Formados equivocadamente pelo pensamento sociológico paulista anti-varguista, setores da esquerda da luta contra o regime militar associaram trabalhismo com populismo. É quase impossível encontrarmos um intelectual uspiano simpático aos líderes Vargas, Jango e Brizola. Essa visão tem como uma de suas explicações: a USP, fundada em 1934, é a consequência das derrotas de São Paulo na Revolução de 1930 e na Revolução Constitucionalista de 1932.

A teoria do populismo desenvolvida por Francisco Weffort  (hoje quadro de FHC) é um desastre à interpretação da história política do Brasil, pois impediu e ainda impede a unidade das esquerdas. Esse conceito é responsável por uma das maiores anomalias do pensamento sociológico brasileiro. Faz com que setores importantes da esquerda sejam ao mesmo tempo contra o golpe militar de 1964 e contra os trabalhistas que foram destituídos do poder.

Se foi ótima a eliminação do trabalhismo, as suas realizações deveriam ter o mesmo fim. Utilizando uma expressão sempre repetida por Leonel Brizola: “só se atira pedras em árvores que dão bons frutos”. São conquistas do trabalhismo:  a criação do Ministério do Trabalho; a CLT; o voto secreto; o voto feminino; a nacionalização Vale do Rio Doce; a luta contra o imperialismo; o aumento de 100% do salário mínimo em 1953; a criação da Petrobras; o anteprojeto de criação da Eletrobrás; Código de Águas e a lei contra a remessa de lucros e tantas outras grandes realizações. Ora, essas não são as mesmas bandeiras de luta hoje? O PSOL não as defende? É importante reconhecer que o PSOL, mesmo que setores do partido não saibam, é a continuação histórica das lutas trabalhistas. Por isso, nós trabalhistas estamos no partido.

João Goulart e Leonel Brizola foram vítimas do imperialismo que utilizou a direita, da imprensa capitaneadas pelo jornal o Globo e da teoria do populismo. Os dois são responsabilizados pelo golpe de 1964. O primeiro era visto como fraco e um despreparo e incapaz de governar o Brasil.  Leonel Brizola, por sua vez, pela UDN foi chamado de populista, demagogo, dinossauro, lunático, radical, incendiário, descolado da realidade, etc. Foi estarrecedor assistir esse mesmo discurso proferido por setores de esquerda nos anos de 1980.

Qual líder da esquerda no Brasil fez o que Brizola conseguiu em 1961 na época da Campanha da Legalidade? Pela primeira e única vez a esquerda teve apoio da opinião pública e dos militares legalistas. Através do rádio, Brizola armou a população do Rio Grande do Sul,  e com o III Exército derrotou a tentativa de golpe de direita como ocorreu recentemente com Temer e a capitulação de  muitos. Desta forma Jango  tomou posse como Presidente do Brasil. Isso seria uma atitude populista?

Leonel Brizola fez também a primeira reforma agrária do país – em Sarandi (RS). Aos trabalhadores acampados colocou toda a estrutura do Estado para apoiá-los, desapropriando terras e realizando os assentamentos. Mas, o maior ato do líder trabalhista Leonel Brizola no enfrentamento ao imperialismo estadunidense: foi nacionalização de duas multinacionais, a ITT e a Bonde & Share, que prejudicavam a telefonia e o fornecimento energético do Rio Grande do Sul. A criação do Banco Estadual público também contribuiu para fomentar o desenvolvimento industrial. No Rio de Janeiro, como governador, criou o mais revolucionário programa educacional do Brasil – os CIEP’s – , e enfrentou como nenhum outro político brasileiro o poder do Roberto Marinho (é inesquecível o dia em que o apresentador Cid Moreira teve que ler o direito de resposta de Leonel Brizola em pleno Jornal Nacional). O conceito de perdas internacionais como uma bomba de sucção drenando nossas riquezas, Brizola  desenvolveu a partir de sua prática como governador que sentiu de perto a espoliação que os Estados menos desenvolvidos e o País sofriam. Ainda é o maior problema da economia nacional: 35 bilhões de juros da dívida ao mês, faltando para educação e saúde do povo brasileiro.

 

REDE GLOBO

Desde 1965 a Globo é um aparato contra-revolucionário na América Latina. A palavra de ordem das ruas “a verdade é dura a Rede Globo apoiou a ditadura” é apenas retórica? A Rede Globo foi, é e sempre será golpista. As coberturas de seus telejornais nesses últimos anos demonstram que o objetivo principal são os seus interesses, mesmo que para isso o Brasil se transforme num caos. A Rede Globo é um dos principais instrumentos que reforçam o nosso distanciamento com a América Latina. Pelas novelas somos informados do que acontece em Nova Iorque ou em Paris, mas não somos informados do que acontece em Caracas ou em Cochabamba. A Rede Globo tenta substituir a  pedagogia da escola com uma programação fazendo apologia a violência sexual em filmes e enlatados norte-americanos. É a principal formuladora da violência na juventude. A TV é a ponta de lança do imperialismo cultural e não há síntese dialética possível que possa juntar novela e revolução. Defendemos um PSOL que dialogue com a cultura popular, com o nosso folclore. Um PSOL cinema novo. Um PSOL latinoamericanizado.

BRIZOLISMO

Entendemos que o PSOL é um partido que tem todas as condições de ser o instrumento para dar direção à luta pela libertação dos trabalhadores que o processo histórico está exigindo. Essa mudança pode começar pelo Rio de Janeiro, Estado de maior influência do PSOL junto à opinião pública.

Na América Latina, a Pátria Grande, o sandinismo, o peronismo, o chavismo e o brizolismo podem enriquecer o PSOL. Por isso, estamos conclamando os companheiros para um debate aberto e fraterno, para que possamos fazer do PSOL, não um partido brizolista, mas  um partido que tome em suas mãos essa herança e se torne efetivamente um partido popular. Como disse Vargas e repetia Leonel Brizola: “O TRABALHISMO É O CAMINHO PARA O SOCIALISMO”.

AMÉRICA LATINA

A Guerra do Paraguai é o início de uma prática que se tornou corriqueira entre nós. A Guerra do Paraguai é o início de uma prática que se tornou corriqueira entre nós. Sempre que aparece na América Latina um líder que lute pela soberania nacional é objeto de violenta oposição da mídia golpista e dos lacaios do imperialismo. A diplomacia da época e a imprensa, transformaram Solano López no inimigo a ser abatido. Charles Washburn, embaixador norte-americano na bacia do Plata escrevendo sobre o desejo de Edward Thornton – embaixador inglês – de sair do Paraguai,  disse: “O Paraguai estava representado como a Abissínia e López como o rei Teodoro. Um despotismo implantado dessa forma era um obstáculo ao caminho da civilização. Insignificante em si mesmo, o Paraguai podia impedir o desenvolvimento e o progresso de todos seus vizinhos. Sua existência era nociva e sua extinção como nacionalidade ou a queda da família reinante devia ser proveitosa para seu próprio povo como também para todo mundo”. (informação extraída de Júlio Chiavenatto no livro Genocídio Americano)  É o mesmíssimo argumento repisado pela imprensa golpista hoje, cem anos depois.

Antes de qualquer ação contra um governo é necessário criar a imagem de que o governante em questão é um mal não só para seu país, mas para os demais também. Nada de diferente do que ocorreu com Getúlio Vargas, Perón, João Goulart, Salvador Allende, Evo Morales, Hugo Chaves e, agora, Nicolás Maduro. O bolivarianismo se transformou em objeto de ódio pela direita conservadora e reacionária. A Guerra do Paraguai é a matriz de todos os golpes imperialistas na América do Sul.

Sempre que aparece na América Latina um líder que lute pela soberania nacional é objeto de violenta oposição da mídia golpista e dos lacaios do imperialismo. Antes de qualquer ação contra um governo é necessário criar a imagem de que o governante em questão é um mal não só para seu país, mas para os demais também. Nada de diferente do que ocorreu com Getúlio Vargas, Perón, João Goulart, Salvador Allende, Evo Morales, Hugo Chaves e, agora, Nicolás Maduro. O bolivarianismo se transformou em objeto de ódio pela direita conservadora e reacionária. A Guerra do Paraguai é a matriz de todas os golpes imperialistas na América do Sul.

A Venezuela é o país com a maior reserva de petróleo no mundo: são 296 bilhões de barris. Não é por acaso que há tempos vem sofrendo ataques por parte dos EUA. Não se combate o poder norte-americano – tanto bélico, como político e econômico – com flores. É um equívoco o discurso que diz: não apoio Maduro nem a oposição de direita, apoio o povo venezuelano. Esse discurso, na prática, joga mais água no moinho do imperialismo ianque em comunhão com os representantes do neoliberalismo venezuelano. É fundamental ter um conhecimento sobre o desenvolvimento histórico da América Latina, bem como lutar pela união dos países da América do Sul. Um partido que pretende ser socialista deve ter antes de tudo uma visão nacional e latinoamericana sobre nossos problemas políticos, econômicos e culturais.

BIOMASSA

O ataque que governos de esquerda estão sofrendo na América Latina tem como pano de fundo a questão da utilização dos recursos energéticos e minerais. Os países centrais estão todos situados nas regiões temperadas do planeta, que os torna dependentes dos recursos naturais. Os seus desenvolvimentos se basearam na utilização intensiva de combustíveis fósseis que são finitos e provocam danos naturais as vezes irreversíveis, sabemos que eles serão no futuro substituídos por fontes energéticas renováveis e quiça não poluente. Esta é a razão principal das garras imperialistas na América Latina.

Nesse contexto o Brasil representa 40% dos trópicos úmidos da Terra. Isso equivale dizer que incide mais sol aqui do que em qualquer outra parte do mundo, conforme o físico J.W.Bautista Vidal. A energia solar em um único dia em todo território nacional equivale a energia de 3000 bombas nucleares, por isso a destruição de nossas florestas significam a diminuição da absorção da energia solar. Temos uma riqueza em nossas mãos de dimensão inimaginável. A biomassa, a energia oriunda dos vegetais é o trunfo que temos para promover um processo autônomo de desenvolvimento. Todo desenvolvimento econômico é fruto da utilização de tecnologia e energia. Os EUA utilizaram petróleo e motor à combustão para desenvolver a industria automobilística e deslocou o eixo geopolítico do mundo, mas hoje suas empresas multinacionais compraram o projeto brasileiro de produção de álcool combustível.

Basearmos nosso desenvolvimento em tecnologia própria utilizando energia que existe em abundância em nossa natureza é a única saída para deixarmos de ser um proletariado externo, como dizia Darcy Ribeiro. Um marxismo solar deve atentar para a geografia dos trópicos neste século pós-petróleo. Nos últimos decênios a ofensiva do imperialismo no Brasil terá de ser analisado sob o prisma do fim do petróleo e da emergência do álcool e dos óleos vegetais. O desmonte privatizador internacionalizante do Estado na era FHC sintoniza-se com a venda do território para as corporações estrangeiras sob o governo Lula.

Para exemplificar citamos aqui o geólogo Marcelo Guimarães que mostra as diferenças entre petróleo e a biomassa: “Para construir uma refinaria da ordem de 100 mil barris por dia, é necessário um investimento de um bilhão e meio de dólares, mas a refinaria só transforma o petróleo, ela não descobre – ainda que descobri-lo não basta. É preciso primeiro ter a jazida, depois plataformas de 500 ou 600 milhões de dólares e, finalmente, a refinaria, a qual cria no máximo sete mil empregos diretos. Ora, com um bilhão e meio de dólares, podemos construir 100 mil microdestilarias e criar um milhão de empregos diretos, sendo 500 mil na área agrícola e outros 500 mil pequenas oficinas de serralharia. Enquanto a refinaria é montada em áreas urbanas congestionadas, as microdestilarias poderiam ser espalhadas pela área rural. Essa é a diferença fundamental. O detalhe é que uma microdestilaria pesa 600kg, podendo ser colocada em uma caminhonete, portanto transportada para qualquer lugar, com o objetivo de produzir álcool a 94 graus”.

O Rio de Janeiro pode ser o pioneiro em produção de energia e comida. Temos que levar em conta as características de cada região e buscarmos desenvolver as suas potencialidades. Produção de comida e energia, diversificando a produção promovendo abastecimento e renda e gerando empregos à população. A biomassa é a principal bandeira de defesa de uma ecologia verdadeiramente socialista.

 

NOSSAS BANDEIRAS DE LUTA

  • Por uma candidatura única de esquerda;
  • Pela democratização dos meios de comunicação;
  • Pela escola pública democrática, laica e de horário integral;
  • Todo apoio a luta contra o golpe na Venezuela;
  • Contra o distritão;
  • Em defesa da biomassa;
  • Por uma empresa pública de transporte.

 

ASSINAM A TESE

Vereador Leonel Brizola

Álvaro Bastos

Bruno Abadias

Fábio Campello

Washington Luiz Costa Júnior

Yago Junho

Pedro Paulo Figueiredo Pereira

Renata Rodrigues da Silva Melo

Ubiraci de Queiroz Faria

Ana Beatriz de Barros Silva

Ana Maria Barbosa da Costa

Carlos Henrique de Mello Mota

Demerval da Silva Sá

Emmanuela Macena de Oliveira

Erinelde Barbosa da Rocha

Gilson de Souza Salutto

Herbert Gonçalves Santos

Jorge Luiz dos Santos Barbosa

Laerte Silva de Lima

Ludma Cardoso dos Santos

Maria José da Silva

Maurício de Jesus Carvalho

Mirella Cardoso dos Santos

Rayane de Oliveira Malaquias

Rogéria Borges de Almeida Pereira

Solange Maria do Amaral Divino

Thayrlon Silva Aguiar

Thiago Macena Farias

Tiago  Soares Costa

Vascon Cidraque da Silva

Amanda Gomes Santos Abreu

André de Araújo Miceli

Carlos Antônio P. do Nascimento

Caroline de Lima Luiz

Cirlene da Conceição Santos

Denise da Silva

Diogo Francisco da Silva

Elaine de Castro

Gilmar Rodrigues da Silva

Glauciane Costa

Graziela Souza Cruz

Gutierri Augusto Soares da Silva

Juliana Gomes

Marcelo de Souza

Marcos Paulo dos Santos Abreu

Maria de Fátima Silva Souza

Marie Leda da Silva

Mayara da Costa França

Mayara Rodrigues da Silva

Nayara Mateus Serra

Rafael do Nascimento Tavares

Shirley Costa da Silva

Thaíse Silva Costa Lima

Uendrio de Souza

Yasmin da Silva Araújo

Adegilson Lima Félix

Alexandre de Souza Gomes

Anderson Apolonio Gertrudes

Andressa de Andrade Cândido

Antônia Rodrigues Monteiro

Bruna Araújo Cordeiro

Bruno Santos de Souza

Carlos Roberto Borges Neves

Cristiano Real dos Reis

David Santos de Carvalho

Diego de Souza Vasconcelos

Eduarda Cristina Barbosa C. de Aquino

Expedito Matias de Lima

Felipe Félix dos Santos

Gilse Moreira da Silva

Gilvan Paulo de Souza

Ilda Rodrigues de Lima

Isabel Moreira Barbosa

Ivan Montial Claudino

Izabel Cristina Souza da Silva

Jeanny dos Santos

Jhonny Fagundes Camelo

José Geovani Araújo de Souza

José Rodrigues de Paiva Neto

Juvenal Teixeira Souza

Leidiene Souza Neto da Silva

Liliane Oliveira Souza

Luana Rodrigues do Nascimento

Luiz Felipe Gertrudes

Marco Antonio Ferreira da Silva

Marco Aurélio Santana

Maria de Fátima Oliveira Souza

Marília Euzébio de Oliveira

Mário Sérgio Pereira da Silva

Paulo César de Oliveira Cesário

Renata Cristina Cerino

Roberta Pereira Neves

Sebastião Marçal Gomes

Telmo Oliveira Souza

Tiago Cristiano Souza

Yan de Carvalho Cardoso

Yuri Rodrigues de Souza

Anderson Pascoal

Andrea Bezerra da Silva

Antônio Carlos Cavalcanti Pereira Gurgel

Antônio Luiz de Queiroz Faria

Arthur César da Silva

Ary Antônio de Souza Filho

Bárbara Luziee Silva Martins

Bruno Ignácio de Oliveira Caldas

Euzébio Dionizio Silva de Queiroz

Fátima Ladaga

Francisco de Assis Vieira de Souza

Guilherme Pinto de Carvalho

José Ricardo de Souza

Leonardo de Freitas Beraldi

Maria Elizabeth Lourenço Ferreira

Mauro de Oliveira

Paulo César da Silva

Sérgio Barbosa Carvalho

Silvana Moreira de Souza