PSOL que Sonha e Luta

VER AS OUTRAS TESES
TESE APRESENTADA AO 3º CONGRESSO DO PSOL CARIOCA

PSOL que sonha e luta! Por um partido popular, democrático, ecossocialista e libertário!

Ninguém sabe quais serão as manchetes dos jornais amanhã ou a próxima notícia online… Conjuntura de crises, ataques e indefinições. Nesse momento histórico de pós golpe e aprofundamento da crise, as exigências à esquerda socialista aumentam ainda mais. Além da intensificação da luta contra as reformas ultraliberais de Temer e do capital, estamos frente à necessidade de pensar um outro projeto e programa para o país.

Além da luta cotidiana, nosso partido pode contribuir – e muito – para esse debate. Uma oportunidade que temos nesse momento é na realização dos Congressos nacional, estadual e municipal. Pensar o país, o estado e a cidade que têm em comum a desigualdade estrutural, o modelo predatório. É fundamental reorganizar a esquerda em torno de um programa que supere o lulo-petismo e a conciliação de classes.

Queremos contribuir para que a luta da classe trabalhadora, dos movimentos sociais e do partido, cada vez mais, assuma uma agenda anticapitalista e ecossocialista, e ao mesmo tempo, se intensifique a luta pelos direitos humanos.

Nesses últimos anos, muitas foram as lutas realizadas no Rio. Inúmeros foram os processos de resistência sustentados pelos trabalhadores e trabalhadoras, mulheres e juventude na cidade. É preciso fortalecer os laços de solidariedade entre os movimentos, agir juntos e dizer em alto e bom som que desejamos uma sociedade socialista.
Muitos desafios para os que sonham e lutam… Daí esta contribuição, e outras parciais sobre ecossocialismo, sindical, segurança, cultura e liberdade religiosa, feitas a muitas mãos para com muitas e muitos outros arrancarmos alegrias ao futuro!

Mundo tão desigual!

1. As crises econômicas são velhas conhecidas dos/as trabalhadores/as. Típicas do capitalismo, muitas vezes, servem para “queimar” forças produtivas e abrir espaço para novas formas de acumulação. As condições de vida de quem vive do trabalho se degradam. Ao mesmo tempo piora a já precária qualidade dos serviços públicos e a destruição ambiental. A crise é um fenômeno mundial e, afeta, de maneira desigual, os/as trabalhadores/as. Nesse quadro, quem é mais precarizado/a e oprimido/a sofre ainda mais.

2. Desde 2008, abriu-se a mais recente crise do capital. O intervencionismo do imperialismo hegemônico intensifica a instabilidade geopolítica. A crise dos/as refugiados/as chega à casa dos milhões. Multiplica-se a extrema direita que dissemina o ódio e o racismo. Mas, também crescem as tentativas, ainda tímidas, de respostas progressistas. A esquerda radical apresentou plataformas de superação da exploração em diversos países, tentando unir setores explorados e oprimidos.

3. Também vivemos a maior crise ambiental da história. A saída recente dos EUA do “Acordo de Paris” é uma das expressões desse modelo predatório. Na mesma linha, a construção de Belo Monte revela o desprezo pelos impactos socioambientais em prol do lucro. No Rio, megaprojetos como o Porto do Açu e a TKCSA são outros exemplos de como as classes dominantes ignoram as dramáticas consequências ecológicas e sociais dos agressivos empreendimentos. É preciso inverter essa “ordem”. A vida tem que estar acima do lucro. Neste sentido, reivindicamos o Manifesto Ecossocialista Internacional. A expressão de Rosa Luxemburgo “Socialismo ou Barbárie” nunca foi tão atual!

4. A barbárie contemporânea se expressa em países da América Latina naquilo que técnicos da ONU chamam de uma epidemia de violência urbana. México, Brasil, Colômbia e vários pequenos países da América Central sustentam assassinatos em massa da juventude pobre, negra, parda, índia. Esse ambiente de tragédia social convive com máfias e grupos de extermínio associadas às elites políticas locais. Favorece a ilusão de saídas conservadoras e cria dificuldades adicionais para a autoorganização dos/as trabalhadores/a e de sua juventude.
Fora temer! Abaixo as contrarreformas!

5. No Brasil, as classes dominantes se unificaram em torno do impeachment de Dilma – era preciso substituí-la para promover reformas que subtraiam direitos, num ritmo mais acelerado do que a era petista já vinha fazendo. O presidente golpista vem cumprindo sua tarefa com afinco. Elimina direitos históricos, “aprimora” a superexploração da classe trabalhadora e garante a elevação de lucros em larga escala. As empresas de previdência privada, por exemplo, aumentaram seus lucros em escala astronômica, mesmo antes de implantada a contrarreforma da Previdência. Frente à escalada do desemprego, os patrões argumentam que é melhor um emprego precário do que nenhum. As ações na bolsa de valores disparam a cada derrota da classe trabalhadora promovida pelas elites.

6. Por outro lado, o “Fora Temer” e a luta contra as reformas tomou conta das ruas por todo país. No Carnaval, Brasil afora, era a “música” mais tocada. No 8 de Março, milhares de mulheres se mobilizaram. As manifestações cresceram e realizamos em abril a maior greve geral da história recente. Em maio, o “Ocupa Brasília” foi um marco dessa resistência. É fato, porém, que a justa política de frente única contra as reformas tem limitações por conta do peleguismo e/ou excesso de moderação de algumas centrais sindicais, como ficou evidente na última tentativa de greve geral, em junho.

7. Temer – o mais impopular da história do país com 81% de rejeição – faz qualquer negócio para manter-se no poder. Diga-se de passagem, com dinheiro público: libera emendas parlamentares em série, redistribui ministérios, atende, com agilidade, as exigências da bancada ruralista.

8. Mas não faltam lutas nas ruas e favelas. Trabalhadores/as buscam garantir seus direitos. Há luta por terra, pela moradia, contra a violência. Há mutirões de construção, rodas de rima, hortas comunitárias e muitas outras. Falta, porém, a unificação das várias formas de resistência e a elaboração coletiva de um projeto estratégico de transformação social.

9. Acreditamos que a política nacional da Frente Povo Sem Medo é fundamental para a resistência às ofensivas da direita e para a construção de um novo bloco histórico que supere o petismo. As mobilizações da classe trabalhadora e o fortalecimento de ações conjuntas com movimentos sociais são para nós essenciais para a formação dos caminhos para o socialismo no Brasil. No Rio, reivindicamos, também, a construção da Frente de Esquerda Socialista, um espaço de acúmulo e sínteses de setores que se mantiveram na luta nos anos de conciliação de classe da gestão PT-PMDB. Importante, também, intensificar nossa inserção num processo crescente e paciente de reconstrução sindical, entre a juventude, das lutas antirracismo, contra o machismo e a LGBTfobia.

10. O PSOL tem um papel decisivo neste cenário. Precisamos de um partido militante, organizado em núcleos e setoriais, que faça o debate interno, mas priorize a ação política entre os/as explorados/as e oprimidos/as. Precisamos de um PSOL radical e aberto aos milhares de lutadores/as sociais, nos fortalecendo nos locais de trabalho e estudo, nas periferias das grandes cidades, nas favelas e no interior do estado. O PSOL pode, e muito, ajudar a “dar liga” às lutas.

*Fora Temer, eleição direta para presidente e eleições gerais em todos os níveis
*Revogação de todas as medidas antipopulares desde as políticas econômicas e a Lei Antiterrorismo do governo Dilma, fim do pacote que determina a redução e congelamento do teto dos gastos públicos por 20 anos e anulação das contra-reformas do governo Temer
*Suspensão do pagamento de juros e encargos e auditoria da dívida pública
*Unificação das lutas, reconstrução do movimento sindical, contra a precarização do trabalho e a violência estatal contra os ambulantes e a população em situação de rua
*Construção de um programa junto à Frente Povo Sem Medo e participação na Frente de Esquerda.

Um estado dilapidado

11. No Rio, além da crise geral, a política de isenções fiscais e de privatizações levou o estado à falência. A crise ambiental se alastra, com projetos de grande impacto, manutenção da concentração de terras e recursos e a falta de saneamento ambiental. Essa falência foi intensificada pelas gestões políticas baseadas na transferência sistemática de recursos públicos à iniciativa privada. Exemplo recente foi a venda da CEDAE.

12. Enquanto o governo oferece isenções fiscais milionárias a empresas como a AMBEV, promove um desmonte criminoso e intencional da UERJ – pioneira no sistema de cotas, referencia no conhecimento socialmente referenciado. O confisco do orçamento das instituições de ensino superior e técnico (UERJ, UEZO, UENF, FAETEC) visa ao fechamento dessas instituições para posterior privatização.

13. A crise de representatividade dos “políticos” e das instituições expressa nas ruas principalmente em 2013, acentua-se com a revelação de amplos esquemas de corrupção. Os métodos e voracidade dos Cabrais e seus mais próximos impressionam. A recente chegada da Lava Jato ao esquema muito antigo da Fetranspor é reveladora da “parceria-público-privada” sob a qual vivemos.

14. A corrupção dos quadros políticos do Rio em torno das propinas da Fetranspor é mais amplo e apenas um exemplo dos muitos acordos entre gestão pública e empresários que dominam a política fluminense. Conta também com a omissão cúmplice dos monopólios de comunicação assim como do Judiciário. Todos acobertam a dilapidação dos recursos enquanto ela for útil aos seus negócios. O estado está entre os campeões do desemprego, fruto da crise do modelo extrativista agroexportador baseado no petróleo e dos desmandos da elite política.

15. No caso da capital, o período de aliança do PT com o PMDB foi marcado pela gestão conjunta com as empreiteiras. A privatização do Porto Maravilha tem essas empresas como sócias, e também em todo o sistema de transportes e nas chamadas “obras de emergência” para os grandes eventos. Além, é claro, das inúmeras isenções fiscais.

16. Submetidos ao padrão extrativista agroexportador, os megaeventos foram associados aos megaempreendimentos em todo o estado. No caso carioca, a TKCSA é um dos monstros produzidos. Com elevado financiamento público e de capital internacional, é um dos principais exemplos do racismo ambiental.

*Fora Pezão e Dornelles, punição de corruptos e corruptores, expropriação de seus bens e imediata restituição para os cofres do Estado, com destinação ao pagamento do 13º e salários do funcionalismo e em investimentos em áreas sociais
*Fim da política de isenções fiscais, não à venda da CEDAE e instalação da CPI da Fetranspor
*Não ao pacote de Pezão/Meirelles, fim das OS e incorporação dos concursados no serviço público, defesa do SUS e ampliação do Médico de Família, pleno funcionamento da UERJ, UEZO, UENF e FAETEC e investimento na educação pública;
*Não à militarização da vida, não à criminalização dos movimentos sociais, fim da política de extermínio da juventude negra e da população LGBT, fim da violência contra a mulher, imediata retirada das tropas do exército e fim da PM.

Tem resistência nas ruas cariocas!

O Rio hoje sofre com o desemprego, a (in)segurança pública, servidores/as sem salários, a especulação imobiliária, o racismo ambiental. Isto graças a um intenso processo de elitização e de transferência de recursos públicos para o privado conduzido pelo PMDB, (2009 a 2016) e, desde 2007 pelo executivo estadual. Antes da eleição de Lula, as posições do PT no Rio já eram moeda de troca para a política nacional petista de conciliação de classes. Com a vitória de Sérgio Cabral e a reeleição de Lula, a associação PT-PMDB se intensificou – tudo ao grande capital e muita repressão armada nos territórios.

18. Em nome dos megaeventos, Paes transformou o município em laboratório para o mercado. Os grandes eventos passaram e não deixaram legados. As privatizações, isenções fiscais, encarecimento da vida, hipermilitarização e “obras emergenciais” foram acompanhadas pelo aumento das desigualdades. Mais uma vez, recursos públicos garantiram lucros para poucos.

19. A gestão de Crivella tem preservado a essência do PMDB. Ele e sua equipe têm criticado a situação financeira deixada. Sob o argumento do “déficit” orçamentário, pretendem elevar a contribuição previdenciária de servidores/as, taxar aposentados/as e pensionistas, apostar nas Parcerias Público Privadas e usar de austeridade para retirar direitos de servidores/as. “Aprimoram” o “Choque de Ordem” de Paes para restringir ainda mais a utilização dos espaços públicos.

20. A eleição de Crivella traz para o centro do debate a questão religiosa. Enquanto grandes parcelas da população professam e praticam sua religiosidade, as elites manipulam a fé para chegar a cargos públicos. É um desafio para os socialistas fazermos de forma pedagógica o debate sobre a laicidade do estado e o respeito às religiões.

21. As áreas sociais são estranguladas pela Desvinculação de Receitas da União (mantida pelo PT) e mecanismos semelhantes em níveis estadual e municipal que permitem a retirada de recursos desses setores para o pagamento da dívida pública. Somada à Lei de Responsabilidade Fiscal e à Emenda Constitucional 95 (teto de gastos) asfixiam ainda mais os direitos sociais da classe trabalhadora e da população.

22. O fim dos megaeventos e a crise apresentam uma massa de desempregados/as. A política de crédito petista se associa ao quadro, fazendo com que essas pessoas não possam arcar com dívidas anteriores. Esse ciclo de desemprego e endividamento afeta toda a economia e rebaixa as condições da classe trabalhadora.

23. Cresce a precarização, ainda mais legitimada pela contrareforma trabalhista, e na mesma proporção a violência estatal contra os ambulantes e à população em situação de rua. Nesse momento a superexploração dos setores que já são historicamente os mais expropriados, como mulheres, LGBTs e negros e negras, se intensifica ainda mais – o que serve como ciclo retroalimentador do rebaixamento das condições dos trabalhadores em geral.

24. Mas houve e há resistências. Nos últimos anos, milhares foram às ruas na luta por direitos, igualdade e justiça social. Participamos da luta de trabalhadores/as contra as reformas e da população por seus direitos e pelo direito à cidade. A luta pela Saúde tem sido incessante, em particular contra as OS e pela garantia desse direito essencial. A Vila Autódromo é emblemática na batalha que travamos contra as remoções. Expressamos nossa indignação contra o sistema estabelecido exigindo mais participação e democracia. O PSOL, junto com movimentos sociais, se coloca como mais um instrumento para a classe trabalhadora na construção de alternativas.

Há luta! À luta!

25. A educação foi um dos setores que mais serviu de laboratório para as políticas recentes de privatização, em especial no governo Paes. Uma expressão disso é a maior rede da America Latina ter sido conduzida por uma representante do Banco Mundial.

26. ”Projetos experimentais” foram aplicados, colocando a educação nas mãos de grandes empresas, institutos de bancos e fundações. A Prefeitura gasta dinheiro público com instituições privadas que produzem apostilas, avaliações externas e pacotes educacionais sem identidade com a comunidade escolar e retiram a autonomia pedagógica.

27. Nesse sistema meritocrático, o alcance de metas torna-se mais importante que a qualidade da educação. Professoras/es são tratados como “repassadores de conteúdos”. Funcionários se desdobram em múltiplas funções. O papel pedagógico das direções é substituído pelas inúmeras estatísticas exigidas cotidianamente. Na educação especial, foi imposto um sistema sem infraestrutura e equipe técnicopedagógica adequada, que excluiu mais alunos.

28. A histórica greve dos profissionais de educação em 2013 não foi exclusivamente por questões salariais, mas pela autonomia pedagógica e contra os assédios morais. Os/as profissionais foram retirados da Câmara por meio de violência estatal e com a cidade totalmente sitiada pela PM. Tudo com o propósito de aprovar o projeto e regulamentar a meritocracia.

29. Em 2017, novo governo, velha política. A Secretaria Municipal segue com a mesma linha que precariza a educação e afirma que não pretende reconhecer o direito legal de 1/3 do horário para planejamento dos/as educadores/as. A carência continua alarmante. Ao mesmo tempo há profissionais aprovados/as em concursos que não são convocados. Escolas continuam sem porteiros e sem condições de trabalho para (as poucas) merendeiras, trazendo não só insegurança, como adoecimento.

30. Diante do crescimento da violência, o prefeito anunciou a intenção de blindar as escolas. Uma medida totalmente midiática, com dinheiro público e sem qualquer resolução dos problemas da educação ou segurança. Afinal, transformar escolas em “bunker” pode mesmo agravar a situação, na lógica de mais um espaço a ser utilizado na troca de tiros nos territórios.

31. Uma expressão da ofensiva conservadora e reacionária é o projeto “Escola Sem Partido” que tenta impedir percepções críticas da realidade pelos/as alunos/as Associado à Reforma Nacional do Ensino Médio se revela como uma ameaça à qualidade da educação e elimina as possibilidades de que seja crítica e libertadora.

32. O Plano Municipal de Educação apresentado pela prefeitura aprofunda a meritocracia e a privatização. Como em governos anteriores, não há uma política de valorização, de gestão democrática e de autonomia pedagógica. Nele há também a restrição ao debate de “gênero”. Em uma realidade extremamente violenta com mulheres e LGBTs, a luta contra o debate de gênero vai na contramão das legítimas reivindicações desses segmentos que assumem cada vez mais seu protagonismo nesse início de século.

33. A bancada do PSOL tem sido fundamental nesse processo. E o nosso partido, ao lado das educadoras/es, deve continuar lutando pelo investimento público na educação e por uma escola pública, de qualidade, democrática, emancipatória e laica. Propomos uma homenagem ao SEPE por estar á frente dessa luta há 40 anos!

A vida acima do lucro!

34. Quando se fala em direito à saúde, imagina-se o direito das pessoas serem atendidas em unidades de saúde, em especial, em hospitais. No entanto, além de assegurar o funcionamento de serviços que garantam a atenção, a assistência e o cuidado, o Estado deve promover a saúde da população e isso não se restringe à ausência de doenças. A universalização do direito à saúde é possível e necessária para a atenção em todas as fases da vida e para todos/as. O instrumento para a realização deste objetivo é um Sistema Único de Saúde (SUS) de fato universal e público.

35. Mas no quadro atual menos de 60% da população carioca está coberta pela Saúde da Família. Este projeto somente será viável com maior envolvimento da União e dos estados, pois a municipalização por si não é capaz de assegurar a cobertura adequada. Um dos maiores desafios é superar a fragmentação em vários pedaços com baixo grau de integração, entre programas e serviços federais, estaduais e municipais. Este cenário foi agravado com a entrada das Organizações Sociais (OS), que vem produzindo terceirização da gestão e organizando o cuidado em pedaços da rede pública, onde cada Área Programática parece ser um subsistema.

36. No caso das LGBTs, mulheres e negritude, a questão da saúde é ainda pior pelas suas especificidades e pela discriminação. Dessa forma, a precariedade geral é agravada perante a lógica do racismo institucional, fazendo com que mulheres negras e pardas sejam a maior parte dos índices evitáveis de mortalidade materna – submetidas a todo tipo violência obstétrica ou negligência, ou mesmo nos maus tratos e humilhações. Com relação às LGBTs há ainda uma avenida a ser percorrida para garantir o mínimo dos seus direitos – o atendimento digno, acesso às substâncias para transição hormonal e serviço adequado para lésbicas que buscam atendimento em ginecologia, por exemplo.

37. A saúde mental é também uma esfera que necessita de atenção e desenvolvimento de garantias básicas, como o respeito dos preceitos da Reforma Psiquiátrica e a cobertura da Rede a partir de uma lógica integrada da saúde e assistência. No entanto, o padrão medicalizado e de isolamento social são entraves, bem como a submissão do sistema aos mecanismos de privatização via OS.

38. O aumento da violência urbana tende a ser acompanhado por ações ainda mais higienistas, principalmente na política de drogas do município. Proliferam soluções de tratamentos públicos em instituições religiosas, que devemos combater. Vivemos em uma realidade adoecida, com a população submetida a empregos precarizados, a espetacularização do sofrimento e da violência e a mercantilização da vida. Enquanto quem tem dinheiro pode pagar por serviços terapêuticos, grande parcela da população segue adoecida em cotidianos massacrantes.
7
39. Apesar de toda ofensiva daqueles que detém o poder e a riqueza, alternativas e lutas de resistência estão em curso. Acreditamos que a construção de outra realidade é possível, com um novo paradigma de sociabilidade; direitos humanos e bem viver. Estar junto com todos os setores que se mobilizam é fundamental. A luta contra as opressões, pelo ecossocialismo, da juventude, da cultura, dos territórios, são manifestações da classe trabalhadora que reinventam formas de resistência contra os desmandos da burguesia e das elites.

*Reforma fiscal e tributária, acompanhada da revisão da dívida pública.
*CPI dos Ônibus e do Porto.
*Não ao Plano Municipal de Educação do prefeito Crivella que aprofunda a meritocracia e a privatização do ensino, onde o alcance de metas está acima da qualidade da educação sem levar em conta a identidade da comunidade escolar e a autonomia pedagógica.
*Ocupar os espaços das escolas durante os fins de semana e feriados com atividades culturais, eventos e festas. Integração com os clubes de bairro e democratização dos espaços nas praças públicas com garantia de uma infraestrutura mínima;
*Não aos cortes no orçamento da cultura e à concentração da liberação de alvarás no gabinete do prefeito Crivella;
*Revisão das mudanças nos itinerários e do corte de linhas de ônibus com destino a zona sul e centro da cidade. Integração total entre trens, metrô e ônibus, possibilitando o deslocamento da população mediante o pagamento de uma única passagem;
*Democratização do transporte público rumo à tarifa zero.

E o PSOL nisso tudo?

Frente ao aprofundamento da crise e manutenção da lógica elitista de governabilidade, é preciso intensificar as mobilizações. Isso em conjunto com uma bancada aguerrida, coloca nosso partido como um importante vocalizador da resistência. Atualmente contando com cinco vereadores e uma vereadora, nossa representação cresce na esfera pública. Isso acompanhado pelo crescimento da militância e na ação das lutas sociais. O PSOL tem sido uma importante referência na construção de alternativa de poder em nível local, e ajuda na disputa dos rumos nacionais.

41. A ocupação do parlamento ou as disputas pelo Executivo não são um fim em si. Acreditamos que a ocupação desses cargos e as eleições têm sido uma importante arena de disputas, mas que só fazem sentido com o fortalecimento dos movimentos sociais, das lutas populares, e com a disputa da hegemonia por uma lógica que não submeta a vida e os bens comuns como mercadorias.

42. Apesar de ter no Rio uma das suas principais atuações, o diretório municipal do PSOL foi criado somente em 2013. Antes disso, havia o diretório estadual e poucos núcleos. Na campanha de 2012, organizamos os comitês territoriais, a partir dos quais vários núcleos do PSOL foram criados. Daí a necessidade de termos um diretório próprio.

43. De lá pra cá vimos grandes avanços do PSOL. Somos hoje uma força política de tamanho considerável na cidade: temos a segunda maior bancada da Câmara, tivemos uma candidatura à Prefeitura que – pela primeira vez – disputou o segundo turno e obteve mais de 1milhão de votos. Estamos avançando em nosso enraizamento, presentes nas mais diversas lutas da classe trabalhadora e dos setores oprimidos.

44. O PSOL Carioca é referência de organização para o partido no país e como um campo político que esteve à frente das gestões eleitas nos dois congressos anteriores, gostaríamos de contribuir no balanço do último período e identificar onde podemos avançar.

45. Essa construção não se deu da noite pro dia. Tampouco se deu apenas pela inegável qualidade dos/as nossos/as parlamentares ou mesmo por sorte. Isso se deu, em parte e em poucas palavras, por aspectos da conjuntura específica do Rio de Janeiro, que colocou um setor considerável da sociedade em processo de luta. E, por outro lado, também, porque fomos capazes de, a partir da análise dessa conjuntura e do trabalho orgânico junto à militância partidária, apostar na construção de um partido militante, plural, com trabalho de base vivo.

46. A construção de um partido com núcleos de base territorial foi uma aposta a partir dos debates sobre direito à cidade, as transformações no mundo do trabalho e o perfil de uma nova geração política pós-PT. A partir da avaliação da importância da luta urbana estimulamos esses espaços para congregar a militância do PSOL em sua pluralidade, em núcleos de base que formulem, mobilizem e intervenham permanentemente.

47. Paralelamente ao processo de nucleação, mantivemos ativo o espaço fundamental da Internúcleos, que reúne representantes de todos os núcleos, garantindo uma interlocução destes entre si e com o diretório. Assim, a Internúcleos cumpre o papel vital de articulação de campanhas e calendários em comum, bem como garante a melhor circulação de informações entre a base e a direção partidária, sendo um grande instrumento para o aprimoramento da nossa democracia interna.

48. Consideramos ter sido fundamental para o sucesso dessa política a forma como construímos as campanhas de 2014 e 2016. Com comitês unificados, garantindo que se fortalecesse nos bairros um espaço organizativo das pessoas que se aproximam para fazer a campanha, permitindo um acúmulo político coletivo comum muito para além das agendas aceleradas de panfletagem.

49. Outro processo que consideramos exitoso e que auxiliou também na política de nucleação foi o Se a Cidade Fosse Nossa. Desde a campanha de 2012, formulamos o programa-movimento – a ideia de que o programa do PSOL e a plataforma que apresentamos nos processos eleitorais deveriam ser construídas num processo contínuo de formulação com os movimentos sociais e de mobilização para a ação política. Aprimoramos esse processo, e em 2015, essa aposta na construção coletiva dos acúmulos dos movimentos sociais e das diversas realidades territoriais, resultou em novos protagonistas, respeitando-se diferentes lugares de fala – com a fundamental contribuição da Internúcleos.

50. Assim, pudemos dialogar com milhares de pessoas e ampliar o nosso trabalho de base em muitos bairros da cidade. Da mesma forma, na maior organização dos setoriais (LGBT, liberdade religiosa, favelas). Acreditamos que devemos adotar a política do programa-movimento como uma construção permanente do partido. Acumulamos,
ainda, como fundamental também uma “ecologização” partidária, em consonância com os desafios globais e a crise civilizatória atual.

51. O enraizamento é uma marca do PSOL Carioca. No entanto, temos ainda diversos desafios. Falta um maior comprometimento do conjunto das forças políticas partidárias com essa política. Acreditamos que os núcleos devam ser um espaço da convivência democrática entre as diferentes tradições existentes no partido, voltado para o trabalho de base e para a articulação política com os movimentos e coletivos dos territórios.

52. Também acreditamos que, apesar de termos dado passos importantes na popularização do PSOL Carioca, há muito a fazer. Tanto na consolidação e ampliação dos núcleos nas áreas periféricas e favelas, quanto na formulação de políticas coletivas que subsidiem a atuação da militância. Nesse sentido é preciso fortalecer os setoriais de favelas, de liberdade religiosa, de políticas sobre drogas, de negritude.

53. Temos o desafio de melhorar a política de comunicação. No último período, organizamos um GT de Comunicação (com militantes e simpatizantes) que ajudou muito o partido. Nossa página triplicou em um ano, por exemplo. Temos que avançar na produção audiovisual quanto de conteúdos informativos, interna e externamente, melhorando a divulgação de agendas e iniciativas políticas.

54. Da mesma forma, é importante avançar na formação política. Foram realizados três cursos de introdução ao marxismo (Centro, Campo Grande e Jacarepaguá). É preciso ampliar essa experiência pensando novos módulos e metodologias, e construindo um calendário em conjunto com núcleos e setoriais.

55. Acreditamos que devemos promover mecanismos de autofinanciamento. Achamos que a próxima gestão deva apostar na consolidação da plataforma de arrecadação coletiva – já em fase final de implementação. Desta forma, com a contribuição militante e coletiva garantiremos a autonomia do partido.

56. Nosso partido, por ser muito permeado pelos acúmulos dos movimentos sociais e refletir em parte as demandas de construção de uma nova cultura política, tenha como tarefa a desconstrução permanente de privilégios. Nesse sentido, é necessário o maior protagonismo das mulheres, LGBTs, negras e negros. Por isso, devemos apresentar mais pessoas desses setores historicamente oprimidos e excluídos como nossos representantes e figuras públicas.

*Adotar a política de Programa Movimento como construção permanente e do Se a Cidade Fosse Nossa, como elemento aglutinador e de síntese das reivindicações populares
*Ampliar a política de construção do Partido com núcleos de base territoriais que formulem, mobilizem e intervenham permanentemente na realidade local, incentivo à participação na internúcleos e à participação nos cursos de formação;
*Avançar rumo à “ecologização” do Partido, à construção do Setorial de Favelas, à abertura de sedes nas zonas norte e oeste e a ida frequente de nossos parlamentares nos subúrbios cariocas;
*Garantir a autonomia financeira do partido através de plataforma de arrecadação coletiva, já em fase de implantação.

ASSINAM ESTA TESE:
Adriana Facina
Adriana Freitas
Afonso Henrique de Menezes Fernandes
Alcebíades de Souza Teixeira Filho
Alessandra Ramos
Alessandro Machado Franco Batista
Alex Campanhão da Silva
Alexandra Brasil
Alexandre Trennepohl
Aline Bueno Gonçalves
Allan Amaral Paes de Mesentier
Álvaro de Souza Neiva Moreira
Amanda Alencar
Amanda de Lima Alencar
Ana Aline Muniz Ramalho
Ana Carla Silveira Benkee
Ana Carolina Migliora
Ana Clara de Oliveira Medina
Ana Cristina Carvalhaes Machado
Anderson Felisberto Dias
Anna Benchimol
Antônio Bastos
Antônio Carlos Ferreira Gabriel
Antonio Claudio de Andrade
Antonio Ferreira de Mello
Antônio Henrique Campello de Souza Dias
Antônio Rafael Viegas de Mendonça
Aparecida de Jesus da Silva Freitas
Aparecida Loureiro Dias
Arlei Assucena
Arlindo Alberto Pereira Tavares
Avelino Antonio de Assis Neto
Bismarck de Jesus
Bruno Bimbi
Bruno Marinoni Ribeiro de Sousa
Bruno Rego Deusdará Rodrigues
Camila Mantovani
Carla Curty
Carla Urach
Carlos Alberto Coutinho Neves de Almeida
Carlos Augusto Castro
Carlos Palombini
Carlos Roberto
Carlos Vasconcellos
Carlos Vinícius de Paula Moura
Carolina Brulher
Caroline Paiva Miguel
Caroline Souza de Castro
Carolinne Thays Scopel
Cesar dos Santos Junior
Claudia Silveira Barreto
Claudia Grimberg
Claudia Regina Paiva Miguel
Cláudia Te
Claudia Trindade
Conrado Cerqueira
Dani Jardim
Daniel Carvalho
Daniel Cohen
Daniel Leite de Nadai
Daniela Ferreira Nunes
Daniella Monteiro da Silva
Danilo de Oliveira Firmino
Dayana Rosa Duarte Moraes
Debora Baptista Ferreira
Denise Brasil Alvarenga Aguiar
Dennis Novaes
Deusa Fabião de Araujo Lima
Diego Medeiros
Dione Souza Lins
Edivaldo do Rego Barros Filho
Edson Marcos Alves Roza
Eduardo Glasser da Motta
Eduardo Passos
Elídio A. B. Marques
Ellen Andreia Barboza Eduardo
Emmanuel Padua Tsallis
Eneida Gomes de Sousa Melo
Enovon Milton Nunes
Ernesto Dourado da Rocha
Ernesto Gomes Imbroisi
Eva de Jesus Ferreira
Fabiano Azevedo
Fabiano Marques
Fábio Pereira
Fábio Silva de Freitas
Fabíola Leal
Fagner Vieira Stutzel
Felipe Barreto Quidet Muniz
Felipe José Vianna da Silva
Felipe Machado Morais
Felipe Velloso
Felipe Veras Andrade
Felippe Oliveira Spinetti de Santa Rita Matta
Fernanda Guimarães da Silva
Fernando José Vianna da Silva
Fernando Paes de Figueiredo
Flavia Soares da Silva
Flavio José Vianna da Silva
Flora Fernandes
Francisco Medeiros Leal de Oliveira
Frederico de Andrade Lessa
Gabriel Souza Bastos
Gabriel Souza Zelesco
Gabriela Araujo
Gilberto Dias
Giulia Tucci
Graciete Pinheiro dos Santos Freitas Brito
Grégor Salles
Guaraci Antunes de Freitas
Guilherme Cohen
Guilherme Leme
Gustavo Bueno
Gustavo Paes Barreto soares
Helena Ferreira Medrado
Henrique Jablonski de Souza
Henrique Vieira
Hudson Valente de Barros Alexandre Pereira
Hyldalice de Andrade Marques
Ibis Pereira
Igor Trombini
Ingrid Beatriz G. de Araújo
Iraci Ferreira de Souza Dias
Isa Kaplan
Isabel Jose de Arruda
Isabel Silva Prado Lessa
Isabela Cavalcante
Isabele Moua
Jessica Montechiari Pietrani Couto
Jhone Carlos Santos da Cruz
João Bosco Buscacio
João Edilson Ferreira Lima Junior
João Felipe Rodrigues Machado
João Paulo Oliveira
Joel Marques de Moraes
Jordana Almeida de Oliveira e Souza
Jorge Cosme de Lima
José Alfredo de Figueiredo
José Muniz Navegantes
José Roberto Carolino Anastácio – Jackson
Juan Leal Lucio de Oliveira
Júlia Almeida
Julia Brandes Azevedo
Julia Bustamante Silva
Julia Dantas
Julia Maria Fernandes
Julia Portes Viveiros de Castro
Júlia Ramos
Julia Sampaio
Juliana Caetano da Cunha
Juliane da Silva Macedo
Julio Cesar Gonçalves
Julya Branco Rosa
Kahena Martinez Rivero
Keila bagarelli
Kenzo Soares Seto
Lana Jones
Landia de Paulo Tavares
Laudenir F. de Araujo
Leandro de Moraes
Leandro Haua de Lima
Leonardo Amaral da Veiga
Leonardo Bueno Brasil
Leonardo Donati Pignatari Vilela Guerra
Leonardo Luiz Cordeiro Ferreira da Silva
Leonardo Maurício Freitas
Leonardo Nascimento
Leonardo Schäffer
Lidiane de Araújo Martins
Livia Paiva de Carvalho
Lizete Quelha de Souza
Luan Guerra Garcia
Luana da Silva Vicente / Lyli
Luca Cipriani Ugenti
Lucas Batal Monteiro Ferreira
Lucas Mourão
Lucas Sarmento
Luciana Boiteux
Luciana de Oliveira Barbosa
Luciano Guimarães
Lucier Guimarães
Luis Artur Sansevero
Luis Claudio da Silva
Luis Paulo Sutil Cairo
Luisa Santiago
Luiz Ricardo Pereira de Azevedo
Luiza Borges Ferraz Barbosa
Luiza Foltran Aquino
Lula Sam
Luna Tapajos Santos Moreira
Marcel Barão Gavazza
Marcello Mello
Marcellus Duarte
Marcia Guerra Pereira
Marcia Teixeira de Medeiros
Marcio Anastácio
Marco Aurélio Santana
Marcos Roberto de Oliveira Lopes
Maria Avelar
Maria Eduarda Aguiar da Silva
Maria Eduarda Kersting
Maria Gabriela Marques Ferreira
Maria Gorete Rosa do Nascimento
Maria José de Figueiredo
Maria Joselma Brito
Maria Leão de Aquino Silveira
Maria Lessa
Maria Luiza Souza Pereira
Mariana Gomes
Mariana Lie Nagoya Tamari
Mariana Vantine de Lara Villela
Marielle Franco
Mario Jorge Barretto Coutinho
Marta loroza de Oliveira
Matheus Belo França
Matheus Coelho Oliveira
Matheus Sampaio Favrat dos Santos
Matheus Zanon Gonçalves Carlos
Maura Sousa
Mayara Micaela Alves Gomes
Maysa Glória Torquato Bispo
Meire Finelon
Miguel Mattos
Mira Floriano
Miriam de Fátima Silva
Mônica Augusto Teixeira
Monica da Silva Viana da Silva
Monica de Souza Houri
Mônica Mourão
Natasha Karenina
Nathan Paes
Nilson Bento Rosa
Odete Paes Barreto Soares
Otto Alvarenga Faber
Pablo Bielschowsky
Paloma Gomes
Pamela Passos
Patricia Ferreira
Patrick Lara Marins
Paula Oliveira de Souza
Paulo Cesar
Paulo Cesar de Freitas Brito
Paulo Sérgio da Silva
Paulo Vinicius Mattos Inacio da Silva
Pedro Aquino Paiva
Pedro Martins
Pedro Paulo Figueiredo Pereira
Rafael Alfradique
Rafael Maieiro
Rafael Papadopoulos Nogueira
Rafael Pereira Nunes
Rafael Rodrigo de Souto Ferreira
Rafael Vieira
Rafaela Almeida de Carvalho
Raphael Godoi
Rebecca Freitas
Regina Bueno
Renata Souza
Renato de Brito Gomes
Ricardinho
Ricardo Luiz de Freitas Brito
Ricardo Silva Brito
Roberto Calheiros Filho
Roberto Morales
Robson de Araújo Júnior
Rodrigo Aragão
Rodrigo Fernandes Lima
Rodrigo Luis Veloso
Rodrigo P. Leal
Rogério Lustosa Bastos
Rogério Norberto da Cunha Alimandro
Rosaleia de Almeida Amorim Ferraz
Rosilene Almeida da Silva
Samita Ribeiro de Araújo Bielschowsky
Sergio Luiz de Freitas
Sérgio Paulo Aurnheimer Filho
Sheila Maria Lima Teixeira
Sonali Souza
Soraia Silva de Almeida
Sthefani Coutinho Assis dos Santos
Suzana Francisco do Patrocínio
Tadeu Alencar de Azevedo Sant’Anna Lemos
Taione Oliveira
Taissa alessandra alves
Tania Cristina da Silva
Tarcísio Motta
Tatiana Diniz Batista
Thaiana da Silva Lima
Thaise Albino da Silva
Thales Amaral Paes de Mesentier
Thiago Barreto
Thiago Cruz Teixeira
Tiago Coutinho Parente
Tomás Ramos
Tomaz Mefano Fares
Valéria Lima Marques de Sousa
Vanda Barreto Lopes
Vanessa Gonçalves Ramos
Vera Janzen
Veraci Alimandro
Verônica Tavares de Freitas
Victor Silva Franco
Vinicius Alves Barreto da Silva
Vinicus Codeço
Vitória Lourenço dos Santos
Walter Xavier
Wescla Vasconcelos
Wilton Porciúncula
Wolney Vianna Malafaia
Yasmim Bardanzah
Yuri Eiras
Yuri marques romariz bastos
Zaíra Silva Freitag de Mello