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Em tempos que precisamos de esperança num futuro que possa ser diferente do que nos apresentou a velha política de Paes, Cabral e cia, e o ódio e a intolerância de Crivella, Witzel e Bolsonaro, o diretório do PSOL Carioca acaba de referendar a pré-candidatura da deputada estadual, Renata Souza, primeira presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj, para a prefeitura da segunda maior cidade do Brasil. O Rio de Janeiro terá como opção para a prefeitura, um partido aguerrido, democrático e solidário, representado por uma mulher preta, feminista, nascida na Maré, doutora em Comunicação Social, semente de Marielle e que nunca fugiu à luta.

“O Rio não merece estar entre mais dos mesmos, representado pelo Paes e toda a sua relação com Cabral e Pezão, e o fanatismo de Crivella. Minha candidatura expressa a real necessidade de mudança social a partir da representação das mulheres, negras e negros, que são maioria na sociedade, mas sempre foram alijados da política, dos espaços de poder e de decisão. Vai ser lindo ver os cariocas se reencantando com a política”, afirmou a agora, pré-candidata à prefeitura em entrevista ao jornal O dia.

Com 22 votos a 5, cerca de 80% do diretório do partido, o PSOL também aprovou a necessidade do partido ser a cabeça de chapa de uma frente progressista que permita aliança com outras organizações de esquerda que estejam comprometidas com os desafios expostos pela Pandemia, mas que já se avizinhavam anteriormente. É hora de somarmos mais forças contra o bolsonarimos e lutar bravamente pela dignidade da vida do trabalhador e da trabalhadora, o fim do extermínio recorrente da juventude negra nas favelas e periferias da cidade, o balcão de negócios em que já havia se transformado a prefeitura, ainda na gestão Paes e remodelado de forma tosca por Crivella, e o desmantelamento da Saúde, da Educação e Cultura no município.

São muitos os desafios e o isolamento social nos deixa a mercê de uma nova forma de envolver a todas e todos no processo de reformulação programática para as Eleições 2020. Apesar disso, continuamos com nossa prática histórica de construção democrática de um programa-movimento plural e coletivo, à esquerda e que tenha o ideal socialista e libertário como norte e que envolva os setores interessados em reescrever o futuro do Rio. Contamos com a força dos movimentos sociais, coletivos de favelas, organizações sindicais e dos territórios ameaçados pela fome, a doença e a desinformação. Desta forma, aos moldes da Primavera Carioca de 2012 e, do Se a cidade fosse nossa, de 2016, convidamos todas e todos que desejam construir de forma radical e coletiva, um programa popular, antifascista, anti racista, feminista e que tenha a favela como centro, que se somem aos debates programados pelo PSOL e sua base de núcleos e setoriais para os próximos meses:

Encontros Territoriais:

08/08 – Encontro Programático: Centro e Zona Sul
15/08 – Encontro Programático: Zona Norte
22/08 – Encontro Programático: Zona Oeste

Encontros Temáticos:

29/08 – Encontro Programático: Combate às Opressões – A Luta das Mulheres, LGBTI+ e Negritude
12/09 – Encontro Programático: Direito à Cidade – Cultura, Moradia,  Segurança e Meio Ambiente
26/09 – Encontro Programático: Direito aos Serviços Públicos – Saúde e Educação

QUER PARTICIPAR DESSE PROCESSO? Envie mensagem para comunica@psolcarioca.com.br com nome, e-mail, zap e bairro, com o assunto “Quero reescrever o futuro do Rio”.

Leia o manifesto completo da pré-candidatura de Renata Souza

Abaixo, sua biografia:


RENATA SOUZA, PRÉ-CANDIDATA À PREFEITURA DO RIO DE JANEIRO PELO PSOL CARIOCA

Jornalista e doutora em Comunicação e Cultura, Renata Souza é nascida e criada na Favela da Maré, Zona Norte do Rio. Negra e feminista, Renata atua na defesa dos Direitos Humanos há mais de 12 anos participando de movimentos sociais, integrando a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro e atuando como chefe de gabinete da vereadora Marielle Franco. Em 2018, Renata Souza foi eleita deputada estadual sendo a mais votada da esquerda em todo o estado. Em seu mandato, a deputada aposta na transformação real da sociedade através da luta coletiva das mulheres, negras, faveladas e feministas para vencer o ódio e o genocídio dos grupos vulneráveis. Hoje, Renata preside a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Alerj, sendo a primeira mulher negra a ocupar tal posto.

Seus passos vêm de longe

Em outubro de 2006, com o assassinato de Renan da Costa, de 3 anos, filho de sua ex-cunhada, a militância de Renata Souza ganhou um novo significado em sua vida. A morte do menino foi o gatilho necessário para que a pauta da Segurança Pública ganhasse centralidade nas ações da jovem moradora da Maré que, a partir deste fato, se envolveu ainda mais nos movimentos sociais na luta pelo direito à vida.

A deputada estadual ultrapassou diversas barreiras econômicas e sociais para ingressar na universidade. Renata Souza foi a primeira de sua família a ingressar na faculdade. Ela estudou Jornalismo, com bolsa integral, na Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ). A universidade também é uma de suas trincheiras de luta. Sendo uma mulher, negra, feminista, favelada e intelectual, ultrapassar o machismo, racismo e classismo exigiu o reconhecimento de sua condição na sociedade. Ao compreender que a construção do conhecimento deve servir para superar as desigualdades sociais, aliou reflexão teórica e ativismo político ao defender sua tese de doutoramento pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 2017, sobre Segurança Pública sob uma perspectiva de garantia dos Direitos Humanos com o título: “O Comum e Rua: Resistência da Juventude Frente à Militarização da Vida na Maré”.

Como comunicadora popular, Renata Souza atuou por mais de 15 anos em diferentes favelas para inserir a luta em defesa da vida na pauta da comunicação comunitária. Enquanto jornalista, Renata se dedicou a furar o bloqueio da mídia tradicional e humanizar a cobertura dos casos de violência praticados pelo Estado para evitar que a vítima, em sua maioria preta, pobre e favelada, seja criminalizada nas manchetes midiáticas.

Embora esteja hoje em seu primeiro mandato como deputada estadual, seus passos na política institucional vem de longe.

Amiga e companheira de militância de Marielle Franco desde 2000, quando frequentaram o mesmo pré-vestibular comunitário, Renata atuou por 10 anos na consolidação do mandato do deputado estadual Marcelo Freixo, trabalho fundamental para o Rio de Janeiro e para o Brasil.

Ao assumir o cargo de vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco convida Renata para ser sua chefe de gabinete, cargo da mais alta confiança e responsabilidade política. Com a execução sumária da vereadora e seu motorista, Anderson Gomes, Renata Souza tinha duas opções, deixar a militância ou se candidatar e dar seguimento a luta de sua amiga e de todas as mulheres negras, a luta pela vida. Renata Souza acredita que o assassinato de uma parlamentar ameaça toda a sociedade e a democracia.

Direitos Humanos

Renata Souza articula redes nacionais e internacionais de direitos humanos. Atuou pessoalmente como interlocutora entre a relatora sobre execuções sumárias, extrajudiciais e arbitrárias das Nações Unidas (ONU), Agnès Callamard, e a família do jovem Marcus Vinícius da Silva que foi assassinado em 2018 por agentes de segurança do Estado. No mesmo ano, a deputada também apresentou denúncias nos encontros realizados com Margarette May Macaulay, comissária Interamericana de Direitos Humanos e relatora sobre os Direitos das Mulheres e sobre os Direitos de Afrodescendentes da OEA.

Além do conhecimento e experiência tão necessários para o cotidiano de uma Casa legislativa, Renata traz toda uma bagagem de experiências cotidianas para contribuir na luta contra qualquer forma de violência contra as mulheres, negras e negros, moradores de favela e LGBTTs.

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